Vários filhos de celebridades, como Suri Cruise e Shiloh Jolie, recorreram à Justiça para remover o sobrenome paterno, em movimentos que refletem busca por identidade própria ou distanciamento familiar. Esses casos, que ganham destaque na mídia internacional, também encontram respaldo no Brasil, onde a lei permite alterações de nome baseadas em justificativas legítimas, como abandono afetivo.
Suri Cruise e a adoção do sobrenome materno
Suri, filha de Tom Cruise e Katie Holmes, passou a utilizar o sobrenome Holmes, da mãe, em vez de Cruise. A decisão, tornada pública em 2024, foi vista como um gesto de autonomia e de alinhamento com a mãe, após anos de afastamento do ator. Katie Holmes, que criou Suri sozinha após o divórcio, sempre foi a figura parental mais presente.
Shiloh Jolie e a exclusão de 'Pitt'
Shiloh Jolie, filha de Angelina Jolie e Brad Pitt, também optou por excluir o sobrenome 'Pitt' do seu nome legal. O pedido foi feito em 2025, e a justificativa, segundo fontes próximas, está relacionada a razões pessoais e à vontade de construir uma identidade independente, sem a associação direta ao pai. O caso de Shiloh é um dos mais emblemáticos entre os herdeiros de Hollywood.
Outros casos emblemáticos
Além de Suri e Shiloh, outros filhos de celebridades tomaram medidas semelhantes. A cantora Elle King, filha do ator Rob Schneider, mudou seu nome artístico para se distanciar do pai, adotando 'King' como sobrenome. Micheál Richardson, filho do ator Liam Neeson e da falecida Natasha Richardson, também passou a usar o sobrenome materno, em homenagem à mãe e para construir uma carreira com identidade própria.
O cenário legal no Brasil
No Brasil, a possibilidade de alteração de nome – incluindo a exclusão do sobrenome paterno – está prevista na Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/73), com alterações introduzidas pela Lei nº 14.382/2022. A justiça brasileira tem autorizado mudanças em casos de abandono afetivo, violência doméstica ou quando o sobrenome causa constrangimento. É necessário apresentar justificativa e, em alguns casos, comprovar o distanciamento ou a ausência de vínculo afetivo.
Implicações e reflexões
A decisão de remover o sobrenome paterno, especialmente entre filhos de celebridades, levanta debates sobre identidade, autonomia e relações familiares. Para muitos, trata-se de um ato de afirmação pessoal e de ruptura com um legado que pode ser indesejado. A tendência reflete uma mudança cultural, em que o nome deixa de ser visto como imutável e passa a ser uma escolha individual.



