O pickleball, fenômeno nos Estados Unidos, ganha terreno no Brasil com a adesão de celebridades e da elite paulistana. Considerado 'o esporte que mais cresce' nos EUA, a modalidade se destaca pela facilidade de prática e pelo caráter democrático, atraindo pessoas de todas as idades.
No Brasil, o esporte vive um 'boom' impulsionado por figuras como o empresário Roberto Justus, que largou o tênis após experimentar o pickleball em Orlando. 'É mais democrático, fácil de jogar. Homens, mulheres, crianças', afirma Justus, que fará 70 anos. A ex-tenista Patrícia Medrado, medalhista de prata no Pan-Americano de 1975, também se declara apaixonada: 'Agora é amor e paixão'.
José Eduardo Guilger, conhecido como Mado, é apontado como um dos pioneiros no Brasil. Ele trouxe o primeiro kit dos EUA e criou um grupo de jogos no Parque Ibirapuera, em São Paulo, que hoje reúne 300 pessoas no WhatsApp. 'É fácil de entrar. Impossível de sair. Não tem jeito. É viciante', diz Mado.
George Silva, diretor geral da Confederação Brasileira de Pickleball, destaca o crescimento: 'Dobramos de tamanho todo ano'. Segundo ele, 40% dos jogadores têm mais de 50 anos, e a participação feminina saltou de 21% para 35% em dois anos. 'É super inclusivo', comemora.
Nos Estados Unidos, a Associação da Indústria de Esportes e Fitness registrou aumento de 51,8% de praticantes entre 2022 e 2023, com alta de 223,5% desde 2020. O Brasil segue essa tendência, com o pickleball conquistando cada vez mais adeptos.



