Obra-prima de Rafael no Vaticano será restaurada a laser após 50 anos
Obra de Rafael no Vaticano será restaurada a laser

O afresco 'A Libertação de São Pedro', uma das obras-primas de Rafael Sanzio no Vaticano, será submetido a uma restauração inovadora utilizando tecnologia laser. A última intervenção na obra ocorreu há aproximadamente meio século, e a nova técnica promete devolver o brilho original à pintura sem danificar as camadas históricas.

Detalhes da restauração

A restauração será realizada nos Museus do Vaticano, sob a supervisão da diretora Barbara Jatta. O uso do laser permite a remoção precisa de sujeira e vernizes oxidados, algo que métodos tradicionais não conseguem fazer com a mesma segurança. “É a primeira vez que aplicamos laser em um afresco de Rafael”, afirmou Jatta em entrevista. A obra, pintada entre 1513 e 1514, retrata a libertação do apóstolo Pedro por um anjo, conforme narrado nos Atos dos Apóstolos.

Impacto e cronograma

A intervenção deve durar cerca de dois anos e incluirá análises científicas detalhadas. O custo estimado é de 500 mil euros, financiado por doações privadas. A restauração anterior, na década de 1970, utilizou solventes químicos que, embora eficazes, causaram desgaste em algumas áreas. Com o laser, espera-se maior durabilidade e preservação dos pigmentos originais.

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A obra está localizada na Sala de Constantino, uma das Salas de Rafael, no Palácio Apostólico. A última restauração completa das Salas de Rafael ocorreu entre 1970 e 1976. Desde então, a poluição e o fluxo de visitantes contribuíram para o acúmulo de sujeira. “A tecnologia laser nos permite limpar sem tocar na superfície, o que é revolucionário para a conservação”, explicou a conservadora-chefe Fabiola Piacentini.

Significado cultural

Rafael é considerado um dos maiores mestres do Renascimento, e suas obras no Vaticano atraem milhões de visitantes anualmente. A restauração não apenas preserva o patrimônio, mas também oferece oportunidade para novos estudos. Análises espectroscópicas serão realizadas para mapear os pigmentos originais. “Cada camada revelada pelo laser conta uma história sobre a técnica do artista”, disse Piacentini.

A expectativa é que a obra seja exibida ao público durante o processo de restauração, com uma parede de vidro protegendo a área. Os visitantes poderão acompanhar o trabalho dos conservadores em tempo real. O Vaticano planeja documentar todo o processo em um documentário.

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