A neta do cineasta Luiz Carlos Barreto, Julia Barreto, está finalizando um documentário que celebra a vida e a obra do produtor e diretor, que morreu em 2021. O filme, intitulado 'Barreto em transe', conta com material inédito, incluindo um livro de memórias que Barreto escreveu de próprio punho e que nunca foi publicado.
Uma vida dedicada ao cinema
Luiz Carlos Barreto nasceu em Sobral, no Ceará, e se tornou uma das figuras mais importantes do cinema brasileiro. Ele atuou como produtor, diretor e roteirista, participando de obras marcantes como 'O Cangaceiro' (1953), 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' (1976) e 'Bye Bye Brasil' (1979). Segundo Julia Barreto, 'se o cinema mundial tem 130 anos, meu avô dedicou mais de 60 deles para criar, produzir e consolidar a identidade audiovisual de uma nação'.
O documentário
O documentário 'Barreto em transe' promete mostrar não apenas a carreira do cineasta, mas também sua personalidade e seu legado. Julia Barreto, que é diretora e roteirista, afirma que o filme é uma homenagem pessoal e profissional. 'Quis mostrar o homem por trás das câmeras, suas paixões, suas lutas e sua contribuição inestimável para a cultura brasileira', diz.
O projeto conta com entrevistas de familiares, amigos e colegas de trabalho, além de imagens de arquivo e trechos de filmes produzidos por Barreto. O livro de memórias, escrito a mão, será um dos pontos centrais do documentário, revelando passagens íntimas e reflexões do cineasta.
Legado e impacto
Luiz Carlos Barreto foi um dos pioneiros do Cinema Novo e ajudou a formar uma geração de cineastas. Ele produziu mais de 50 filmes e recebeu diversos prêmios, incluindo o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. Sua morte, em 2021, aos 93 anos, deixou uma lacuna no cenário cinematográfico nacional.
Julia Barreto espera que o documentário inspire novas gerações a conhecerem a história do cinema brasileiro. 'Meu avô sempre dizia que o cinema é a memória de um povo. Este filme é minha forma de manter viva essa memória', conclui.



