O Centro Presidencial Obama, em Chicago, abre ao público no dia 19 de junho, feriado que celebra o fim da escravidão nos Estados Unidos. O complexo de cerca de 8 hectares, orçado em aproximadamente US$ 850 milhões, já foi visitado por milhares de pessoas durante a fase de finalização. A influência do ex-presidente Barack Obama é evidente em cada detalhe, desde a localização em South Side até a pedra texturizada da torre e as poltronas de leitura listradas que lembram as de sua própria casa.
Museu totalmente digital e interativo
O museu presidencial de Obama será o primeiro totalmente digital do gênero. Não haverá documentos oficiais em exibição; em vez disso, os visitantes vivenciarão exposições de alta tecnologia e interativas que abrangem as campanhas, momentos-chave da presidência e a vida na Casa Branca. Uma das principais atrações é a réplica em tamanho real do Salão Oval, onde as pessoas podem sentar atrás da mesa e posar para fotos. Na gaveta superior, há uma cópia de uma carta escrita à mão pelo ex-presidente George W. Bush e o BlackBerry de Obama.
Exposições e áreas de reflexão
Outras seções do museu detalham a Lei de Proteção ao Paciente e Cuidados Acessíveis (Obamacare), políticas de imigração e momentos marcantes, como quando Obama cantou Amazing Grace em 2015. Uma grande tela de televisão exibe o trecho. Espalhadas por todo o espaço, há áreas para reflexão pessoal. "Estamos passando o bastão e convidando as pessoas a levarem a mudança para casa", disse Louise Bernard, diretora do museu.
Vestidos de gala e toques pessoais
Cerca de uma dúzia de vestidos de Michelle Obama estão expostos, incluindo o preto e vermelho de Narciso Rodriguez usado na noite da eleição de 2008 e o longo rosa metalizado da Versace usado no último jantar oficial em 2016. Os visitantes podem tocar amostras dos tecidos. O complexo também inclui uma quadra de basquete profissional, jardim projetado por Michelle, churrasqueiras a carvão e uma filial da Biblioteca Pública de Chicago, com um mural de 21 metros de figuras literárias.
Ingressos e áreas gratuitas
A entrada para a torre do museu custa US$ 30 (cerca de R$ 150), o valor mais alto entre todos os museus presidenciais dos EUA. No entanto, a maior parte do complexo é gratuita: qualquer pessoa pode caminhar pelo campus, usar o parquinho, a biblioteca, a colina de trenó e a área de churrasco. O último andar da torre, com vistas panorâmicas de Chicago, também é gratuito. "A ideia é tornar o centro acessível ao maior número possível de pessoas", afirmou Josh Harris, vice-presidente de engajamento público da Fundação Obama.



