Mônica Salmaso grava álbum tributo a Elizeth Cardoso
Mônica Salmaso grava disco em homenagem a Elizeth Cardoso

A cantora paulistana Mônica Salmaso, reconhecida por seu rigor vocal e compromisso artístico, presta uma homenagem à carioca Elizeth Cardoso (1920-1990), uma das mais importantes intérpretes da música brasileira. O tributo resultou no álbum “Senhora das canções – Um tributo a Elizeth”, que será lançado em agosto pela gravadora Biscoito Fino.

Origem do projeto

O projeto começou como um show que estreou no Rio de Janeiro em 2020, ano do centenário de nascimento de Elizeth. Com arranjos e direção musical do violonista Paulo Aragão, a apresentação retornou à cidade em maio de 2025 para quatro espetáculos no projeto “Terças no Ipanema”, no Teatro Ipanema. Aproveitando a temporada, Salmaso e os músicos entraram no estúdio da Biscoito Fino para gravar o repertório ao vivo, sem plateia.

Gravação emocionante

“No dia anterior ao último show no Teatro Ipanema, fomos ao estúdio da Biscoito Fino e gravamos o disco inteiro ao vivo com as 16 canções do roteiro. Foi uma sessão de gravação das mais lindas de que eu já participei”, relata Salmaso. O disco conta com a participação dos músicos Aquiles Moraes (trompete e flugelhorn), Luciana Rabello (cavaquinho), Magno Júlio (percussão), Marcus Thadeu (percussão), Mauricio Carrilho (violão de sete cordas), Paulo Aragão (violão) e Teco Cardoso (flauta e saxofone). A capa do álbum traz design gráfico de Ruth Freihof.

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Repertório diversificado

O álbum inclui 16 faixas, com algumas licenças poéticas, como o samba “Deixa pra lá”, cantado em tributo à cantora Isaura Garcia (1923-1993). Confira a lista de músicas:

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  • “Lembre-se” (Moacir Santos e Vinicius de Moraes, 1959)
  • “Seresteiro” (Zé Ketti, Raul Moreno e Renato Lima, 1954)
  • “Carta de poeta” (Baden Powell e Paulo César Pinheiro, 1970)
  • “Noturno em tempo de samba” (Custódio Mesquita e Evaldo Ruy, 1944)
  • “Minhas madrugadas” (Candeia e Paulinho da Viola, 1965)
  • “Deixa pra lá” (Augusto Mesquita e Jayme Florence, o Meira, 1945)
  • “Violão vadio” (Baden Powell e Paulo César Pinheiro, 1970)
  • “Nossa Senhora do Silêncio” (Maurício Carrilho e Paulo César Pinheiro, 2015)
  • “Valsa sem nome” (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1963)
  • “Sei lá, Mangueira” (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, 1968)
  • “De bem com o amor” (Luciana Rabello e Paulo César Pinheiro, 2014)
  • “Se as estrelas falassem” (Elizeth Cardoso, 1973)
  • “Canção do amor demais” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
  • “Janelas abertas” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
  • “A mentira acaba” (Rui de Almeida e Arnô Provenzano, 1950)
  • “Poema dos olhos da amada” (Paulo Soledade e Vinicius de Moraes, 1954)