O Lollapalooza 2026, um dos maiores festivais de música do mundo, abriu sua edição deste ano com um debate inusitado: a crise da masculinidade. No primeiro dia do evento, realizado em São Paulo, o público foi convidado a refletir sobre o que significa ser homem na sociedade contemporânea, em uma série de painéis e entrevistas que abordaram desde questões hormonais até influências de movimentos como o red pill.
A iniciativa, intitulada 'Menor Encontro de Homens do Brasil', foi liderada pela escritora e colunista Tati Bernardi. Em quatro episódios, o projeto busca responder às inquietações dos homens atuais, partindo do pressuposto de que muitos se sentem perdidos em meio a novas demandas sociais e de gênero. O primeiro episódio, disponível no site e no YouTube do festival, trouxe uma entrevista com o pastor Ed René Kivitz.
Durante a conversa, Kivitz criticou interpretações machistas da Bíblia e destacou que Jesus Cristo, figura central do cristianismo, rompe com estereótipos de masculinidade tóxica. 'Homem que é homem não chora. Jesus chora. Jesus chorou, não uma nem duas vezes. É um homem que chora', afirmou o pastor. Ele também condenou distorções do evangelho que subjugam as mulheres, classificando-as como manipulação da palavra de Deus.
O debate no Lollapalooza 2026 reflete uma tendência crescente de discutir masculinidade em grandes plataformas culturais. Especialistas presentes no evento apontaram que a crise atual é impulsionada por fatores como a ascensão de movimentos masculinistas e a dificuldade de homens em lidar com o sucesso feminino. O festival, conhecido por sua programação musical, surpreendeu ao incluir temas sociais em sua grade, atraindo tanto críticas quanto elogios do público.



