O terreno do Centro de Tradições Nordestinas, conhecido como Feira de São Cristóvão, será leiloado no dia 25 de fevereiro de 2026. O leilão é resultado de um processo de execução fiscal movido pela União contra a Riotur, responsável pelo espaço. O lance mínimo é de pouco menos de R$ 25 milhões.
Os lojistas estão apreensivos com o futuro da feira, considerada patrimônio cultural e imaterial do Rio de Janeiro. O edital do leilão, sugerido pela própria Riotur, não menciona se o Centro de Tradições Nordestinas permanecerá ou será retirado do local.
O diretor do Centro de Tradições Nordestinas, Magno Pereira, expressou preocupação: “Levamos um susto. Desde então, não temos dormido. A gente tem pensado no que vai fazer. Espero que a prefeitura tome uma posição, resolva essa situação por lá para não tirar a nossa casa”. A comissão que administra o espaço entrou com embargo na Justiça para impedir o leilão.
O espaço está penhorado para pagamento de dívidas, principalmente fiscais e trabalhistas. Em 2012, a Riotur deixou de conceder período mínimo de 11 horas consecutivas de descanso entre jornadas de trabalho.
Em nota, a Prefeitura do Rio afirmou que trabalha para impedir o leilão e que não medirá esforços para manter o Pavilhão de São Cristóvão como imóvel público. O pavilhão foi tombado pela Câmara de Vereadores em 2021 e reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil por lei federal.



