A Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) de 2026 foi aberta nesta quarta-feira, 22 de julho, com uma programação que mescla leveza e densidade, destacando a homenagem à poeta Orides Fontela. A edição deste ano, que ocorre até domingo, 26 de julho, na histórica cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, começou com uma aula e uma performance sobre a obra da homenageada.
Abertura com aula e performance sobre Orides Fontela
A cerimônia de abertura contou com uma aula ministrada pela professora e crítica literária Aline Prata, que abordou a trajetória e a poesia de Orides Fontela, conhecida por sua obra concisa e de grande densidade lírica. Em seguida, a atriz e performer Maria Clara de Menezes apresentou uma performance poética baseada em poemas de Orides, como 'Transposição' e 'Alba'. A combinação de análise crítica e expressão artística marcou o tom do evento, que busca equilibrar reflexão e fruição estética.
Programação diversa e homenagem
A FLIP 2026, que tem como tema 'Orides Fontela: a poesia do silêncio', reúne mais de 40 autores nacionais e internacionais. Entre os destaques da programação estão mesas sobre a poesia de Orides, debates sobre literatura e política, e oficinas de escrita criativa. A curadoria, sob responsabilidade de Ana Maria Gonçalves, optou por incluir tanto autores consagrados quanto novas vozes da literatura brasileira. Segundo a curadora, 'a homenagem a Orides Fontela busca resgatar a potência de sua poesia, que muitas vezes foi silenciada pela crítica tradicional'.
Números e impacto cultural
A edição de 2026 espera receber cerca de 20 mil visitantes, número semelhante ao do ano anterior, e movimentar a economia local de Paraty, que depende do turismo cultural. A FLIP também promove ações de incentivo à leitura, como a distribuição de livros para escolas públicas da região. 'A FLIP não é apenas um evento literário, mas uma plataforma de transformação social', afirmou o diretor da festa, José Luiz Ribeiro.
Presença de autores internacionais
Entre os participantes estrangeiros, estão o escritor angolano José Eduardo Agualusa e a poeta portuguesa Ana Luísa Amaral. A presença de autores de países de língua portuguesa reforça o caráter lusófono da festa, que também inclui debates sobre literatura africana e caribenha. A mesa 'Poesia e Resistência', com Agualusa e a brasileira Conceição Evaristo, promete ser um dos momentos mais aguardados da programação.
Leveza e densidade na programação
A programação mescla eventos de caráter mais lúdico, como shows musicais e contações de histórias para crianças, com debates acadêmicos e lançamentos de livros. A ideia, segundo a curadora, é 'criar um ambiente onde a literatura seja celebrada em toda a sua complexidade'. A FLIP 2026 também conta com uma feira de livros, com descontos especiais, e espaços de convivência para leitores e escritores.



