Antônio Fiaschi, considerado um dos maiores colecionadores de álbuns de figurinhas do país, guarda em casa verdadeiras relíquias do futebol mundial. Entre os itens mais raros do acervo, estão figurinhas originais da Copa do Mundo de 1938, realizada na França.
Na época, as imagens dos jogadores vinham como brindes em maços de cigarro. Um dos destaques era Leônidas da Silva, ídolo da seleção brasileira, cujas figurinhas estão entre as mais raras da coleção.
Somente nas edições seguintes do Mundial é que os álbuns passaram a ser lançados de forma organizada. Segundo o colecionador, a Copa de 1950, realizada no Brasil, marcou um ponto de virada na história das figurinhas.
Para especialistas, as figurinhas vão muito além de um simples passatempo infantil. São documentos históricos, capazes de revelar costumes, ídolos, estilos gráficos e até transformações sociais de cada período.
O jornalista Marcelo Duarte, autor de uma obra dedicada à história dos álbuns de figurinhas da Copa do Mundo, destaca o caráter afetivo desses itens. O universo das figurinhas também inspira a cultura pop: o clássico da literatura infantojuvenil brasileira 'O Gênio do Crime', publicado em 1969, ganhou uma adaptação para o cinema que estreia nos próximos dias, com trama sobre falsificação de figurinhas douradas.



