O conceito de cidade-esponja, criado pelo arquiteto chinês Kongjian Yu (1963-2025), propõe um modelo urbano capaz de absorver e armazenar um volume maior de água das chuvas. A primeira implementação ocorreu no Parque Científico de Zhongguancun, em Pequim, e desde 2014 o conceito integra o planejamento urbano oficial da China.
As cidades-esponja utilizam infraestruturas como telhados verdes, parques alagáveis, jardins de chuva, pavimentos permeáveis e bacias de detenção. Esses elementos aumentam a permeabilidade do solo, reduzem alagamentos e melhoram o microclima urbano, combatendo ilhas de calor e purificando a água.
Atualmente, Auckland, na Nova Zelândia, é considerada a cidade mais “esponjosa” do mundo, com 50% de cobertura verde que absorve cerca de 35% da precipitação. O modelo ganha adeptos globalmente como resposta às mudanças climáticas e à necessidade de cidades mais sustentáveis.
No Brasil, algumas cidades já adotam recursos inspirados nesse conceito, como parques lineares e jardins de chuva, embora ainda não exista uma política nacional estruturada para cidades-esponja. Especialistas apontam que a adaptação pode reduzir enchentes e melhorar a qualidade de vida nas metrópoles brasileiras.



