Superlotação e excesso de ambulantes marcam carnaval de rua no Rio
Superlotação e excesso de ambulantes marcam carnaval de rua no Rio

O carnaval de rua do Rio de Janeiro em 2026 foi marcado por blocos superlotados, desfiles interrompidos e dificuldades de circulação causadas pelo grande número de ambulantes, autorizados ou não, espalhados pelas ruas. Milhões de pessoas foram às ruas, e em vários pontos da cidade havia mais foliões do que o espaço comportava.

Em Santa Teresa, o tradicional bloco das Carmelitas encerrou o desfile mais cedo na última sexta-feira, pela primeira vez em 36 anos, devido à grande concentração de público nas ladeiras estreitas do bairro. Em Laranjeiras, o bloco Laranjada precisou interromper o cortejo por alguns minutos para tentar dispersar a multidão. A organização afirmou ter sido surpreendida pelo público acima do esperado.

No Aterro do Flamengo, um dos principais pontos de concentração, 12 blocos oficiais desfilaram, além de cortejos espontâneos. Mesmo com a dimensão do parque, o volume de pessoas gerou preocupação. Em situações de superlotação, banheiros químicos se mostraram insuficientes e houve relatos de falta de operadores de trânsito e segurança.

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A presidente da Sebastiana, associação que representa 14 blocos, Rita Fernandes, afirmou que o público superou todas as previsões. 'Mesmo tendo mais de 500 blocos na cidade, ainda sim a gente percebeu que os espaços não deram conta. A prefeitura não deu conta, os blocos não deram conta e muitos desfiles foram interrompidos sem conseguir avançar', completou.

Além da superlotação, o excesso de ambulantes dificultou a movimentação. A coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs (Muca), Maria de Lourdes, defendeu maior ordenamento por parte do poder público. 'Nós somos o garçom da festa, a gente faz essa festa ficar maravilhosa. Imagina o bloco das Carmelitas sem os camelos na concentração? A gente tava ali pra servir os foliões, mas tinha muito folião e muito garçom na festa', comentou.

Outro fator apontado por organizadores é o crescimento dos blocos não oficiais, que não solicitam autorização prévia à Prefeitura e, por isso, não contam com estrutura de trânsito, banheiros ou limpeza programada. O bloco Boi Tolo, que tradicionalmente desfila no domingo de carnaval, reuniu uma multidão na entrada do túnel que liga Botafogo a Copacabana. Para Rita Fernandes, esses blocos precisam ser incorporados ao planejamento da cidade.

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