A ideia de um boicote à Copa do Mundo de 2026, que será co-organizada por Estados Unidos, Canadá e México, ganhou força nas últimas semanas, mas especialistas consideram a medida improvável. Os apelos partem principalmente de críticos ao presidente Donald Trump, não de dirigentes do futebol ou autoridades governamentais com poder de esvaziar o torneio.
A discussão se intensificou após Trump afirmar que os EUA deveriam governar a Groenlândia, território dinamarquês, e não descartar intervenção militar. Embora ele tenha recuado das ameaças, a reação de membros da OTAN levou vozes proeminentes na Alemanha e França a sugerir retaliação via boicote esportivo.
Na Alemanha, Oke Göttlich, vice-presidente da federação de futebol, defendeu uma discussão séria sobre o boicote. No entanto, o presidente da federação, Bernd Neuendorf, rejeitou a ideia como 'completamente equivocada', e outros dirigentes alemães concordaram. Na França, o assunto também foi levantado, mas sem apoio oficial.
Para que um boicote ocorresse, seria necessária uma coalizão de governos nacionais, já que jogadores e federações têm interesse financeiro e esportivo em participar. Historicamente, boicotes a Copas foram raros: em 1934, o Uruguai não foi à Itália por retaliação; em 1964, seleções africanas boicotaram as eliminatórias. Nunca houve boicote múltiplo de seleções classificadas por motivos políticos, como ocorreu nos Jogos Olímpicos de 1980.
Assim, apesar da pressão de torcedores e comentaristas, a probabilidade de um boicote em larga escala à Copa de 2026 permanece baixa, mas a discussão pode ressurgir conforme novas ações de Trump e suas repercussões internacionais.



