O fim da escala 6×1, que prevê a redução da jornada de trabalho de seis para cinco dias por semana, pode representar o fim do varejo amador no Brasil. A afirmação é do colunista Alfredo Soares, que alerta: o empresário precisa estar no jogo de forma profissional para sobreviver.
Impacto no varejo amador
Segundo Soares, a medida forçará uma profissionalização do setor. “O varejo amador, caracterizado por pequenos negócios geridos de forma improvisada, tende a desaparecer. Quem não se adaptar, ficará para trás”, disse o colunista. Ele destaca que a mudança na legislação trabalhista exigirá maior eficiência e dedicação dos empreendedores.
Reações do mercado
A proposta de fim da escala 6×1 tem gerado debates acalorados. Enquanto sindicatos defendem a medida como forma de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, entidades patronais alertam para o aumento de custos. “O empresário terá que repensar seu modelo de negócio, investir em tecnologia e gestão para manter a produtividade”, avalia Soares.
Dados do IBGE mostram que o varejo representa cerca de 20% do PIB brasileiro, e a informalidade ainda é alta no setor. Com a nova regra, estima-se que muitos pequenos negócios fechem as portas ou sejam absorvidos por grandes redes.
O que muda para o consumidor?
Para o consumidor, a tendência é de maior profissionalização no atendimento e possíveis reajustes nos preços. “O varejo amador muitas vezes oferecia preços mais baixos, mas com a formalização, os custos tendem a subir”, explica Soares. Ele recomenda que os empresários busquem capacitação e planejamento estratégico.
A discussão sobre a escala 6×1 ganhou força no Congresso, com propostas de emenda à Constituição. O governo Lula sinalizou apoio à medida, mas o texto ainda tramita em comissões. Especialistas preveem que a votação pode ocorrer apenas após as eleições de 2026.



