A nova adaptação cinematográfica de 'A Odisseia', dirigida por Christopher Nolan, chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (16). O épico, baseado no poema homérico de quase 3 mil anos, conta com um elenco de peso, tecnologia IMAX e a ambição de levar uma das histórias mais conhecidas da literatura mundial às telas.
Matt Damon vive Odisseu em papel complexo
Matt Damon interpreta Odisseu (também conhecido como Ulisses), o herói grego que, após a vitória na Guerra de Troia, enfrenta uma longa e perigosa jornada de volta para casa, em Ítaca. O ator descreveu o personagem como complexo e marcado pelas consequências de suas escolhas. 'É o papel mais incrível que já tive, talvez o melhor da minha carreira', afirmou Damon. 'Ele é um herói, com certeza, em alguns aspectos. Mas também é alguém que vive com as decisões que toma. E ele carrega muita coisa com ele', completou.
Penélope, Telêmaco e os deuses
Anne Hathaway interpreta Penélope, a rainha de Ítaca que espera pelo retorno do marido enquanto enfrenta disputas pelo poder. Para a atriz, a personagem vai além da paciência tradicionalmente associada a ela. 'Ela não é só um símbolo de paciência. Ela chora, grita, se frustra. O filme mostra um lado mais humano dela', disse. Tom Holland vive Telêmaco, filho de Odisseu, que acredita no retorno do pai. Zendaya interpreta Atena, deusa da sabedoria e estratégia, e destacou o desafio de trazer humanidade a uma figura mitológica. 'O que mais me tocou foi a humanidade dos deuses. Como interpretar uma deusa grega? Eu não fazia a menor ideia', afirmou. Lupita Nyong'o interpreta Helena de Troia, a mulher mais bonita do mundo, e buscou mostrar uma personagem além da beleza. 'Por trás da beleza, existe uma mulher real', disse.
Tecnologia IMAX e desafios de produção
O filme foi gravado com câmeras IMAX, que, segundo Nolan, oferecem 'o sistema de imagem mais nítido, com a maior resolução e a melhor reprodução de cores já criado para o cinema'. O uso dos equipamentos, porém, trouxe desafios: como as câmeras são grandes, os atores ficavam mais distantes uns dos outros, e a equipe criou um sistema de espelhos para facilitar a interação. Nolan também comentou a pressão de adaptar uma história tão conhecida: 'Este é o dilema da Odisseia: isso é possível? Nós conseguimos fazer?', disse o diretor.



