O produtor e diretor Luiz Carlos Barreto, conhecido como Barretão, morreu nesta quinta-feira (22) aos 96 anos. Um dos nomes mais influentes do cinema brasileiro, ele deixa um legado de mais de 50 filmes, incluindo clássicos como 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' e 'O Quatrilho'. A notícia foi confirmada pela família, que não revelou a causa da morte.
Repercussão entre artistas e políticos
Nas redes sociais, artistas, cineastas e políticos prestaram homenagens. O ator Tony Ramos, que trabalhou com Barreto em diversas produções, disse: 'Perdemos um gigante. Ele não só produziu filmes, mas formou gerações de cineastas.' A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também se manifestou: 'Luiz Carlos Barreto é sinônimo de cinema brasileiro. Sua contribuição é imensurável.'
Carreira marcada por grandes sucessos
Barreto começou a carreira como crítico de cinema e, nos anos 1960, fundou a produtora L.C. Barreto com sua esposa, Lucy. Entre seus maiores êxitos estão 'O Beijo no Asfalto' (1981) e 'Pixote: A Lei do Mais Fraco' (1981), que projetou o cinema nacional internacionalmente. Ele também dirigiu filmes como 'Independência ou Morte' (1972) e 'O Cangaceiro' (1997).
Legado e impacto no cinema nacional
Barreto foi um dos responsáveis pela modernização da indústria cinematográfica no Brasil, incentivando novos talentos e apostando em histórias brasileiras. Em 2013, recebeu o Prêmio do Cinema Brasileiro pelo conjunto da obra. Segundo a Academia Brasileira de Cinema, 'ele abriu portas para o cinema nacional em festivais internacionais'.
Últimas homenagens
O velório será realizado no sábado (24), no Rio de Janeiro, no Memorial do Carmo. A família pediu que, em vez de flores, sejam feitas doações para projetos de incentivo ao cinema. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte: 'Barreto foi um visionário que ajudou a contar a história do Brasil através das telas.'



