A Justiça manteve a prisão preventiva de Michele Coelho Montenegro, conhecida como Mia Montenegro, acusada de estelionato e apropriação indébita envolvendo obras de arte de artistas renomados como Sérgio Camargo e Ivan Serpa. A denúncia aponta que a falsa advogada teria enganado um antiquário, prometendo negócios lucrativos que nunca se concretizaram, e não devolveu os quadros, avaliados em aproximadamente R$ 10 milhões.
Detalhes da denúncia
Segundo as investigações, Mia Montenegro se passava por advogada e utilizava sua suposta influência para convencer a vítima a lhe confiar as obras. Ela prometia intermediar a venda das peças para colecionadores estrangeiros, mas, na verdade, nunca realizou a transação. Um dos quadros foi encontrado e apreendido pelos policiais durante a operação que resultou na prisão da acusada.
Obras de arte envolvidas
As obras citadas na denúncia incluem trabalhos de Sérgio Camargo, conhecido por suas esculturas e relevos, e Ivan Serpa, um dos fundadores do movimento concretista no Brasil. As peças têm grande valor artístico e financeiro, o que agrava a situação da acusada.
Defesa alega inocência
A defesa de Mia Montenegro afirma que ela é inocente e que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo. Os advogados destacam que a prisão preventiva é desnecessária e que a acusada sempre esteve à disposição da Justiça. No entanto, o juiz responsável pelo caso considerou que há risco de fuga e de obstrução das investigações, mantendo a detenção.
Contexto jurídico
O caso ganhou repercussão por envolver uma falsa advogada e um esquema de estelionato com obras de arte. A polícia continua investigando possíveis outras vítimas e a participação de mais pessoas no crime. A audiência de instrução está marcada para os próximos meses.



