Mapa antigo leva a tesouro de navio naufragado há 350 anos na Inglaterra
Mapa antigo revela tesouro de navio naufragado há 350 anos

Um mapa desenhado há mais de 350 anos foi a chave para localizar os destroços do navio Phoenix, naufragado em 1664 próximo às Ilhas Scilly, na costa da Inglaterra. Mergulhadores recuperaram uma coleção de moedas de ouro, joias e instrumentos de navegação que agora serão exibidos no Museu das Ilhas Scilly.

O achado submerso

O naufrágio do Phoenix, um navio mercante que afundou durante uma tempestade, permaneceu perdido por séculos. Foi somente quando o curador do museu, Xavier Duffy, consultou um mapa antigo do século XVII que a localização exata foi identificada. O mapa, guardado nos arquivos locais, indicava com precisão o ponto onde a embarcação havia naufragado.

Com base nessa referência, o mergulhador Todd Stevens liderou uma equipe que encontrou os destroços a cerca de 20 metros de profundidade. Entre os itens resgatados estão moedas de ouro da época do rei Carlos II, anéis, broches e um astrolábio – instrumento usado para navegação astronômica. "Cada peça conta uma história sobre a vida a bordo e o comércio marítimo do século XVII", afirmou Duffy.

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O tesouro e seu valor histórico

Mais de 2.000 artefatos foram recuperados, incluindo 1.200 moedas de ouro e prata. A coleção é considerada uma das mais importantes já encontradas em naufrágios nas Ilhas Britânicas. "Este é um tesouro não apenas pelo valor material, mas pelo contexto histórico que revela", disse Stevens em entrevista. O astrolábio, por exemplo, é um dos poucos exemplares intactos da época.

O naufrágio do Phoenix ocorreu em uma área conhecida por recifes perigosos, que já causaram dezenas de acidentes. As Ilhas Scilly, um arquipélago a sudoeste da Inglaterra, são famosas por seus naufrágios históricos. O mapa utilizado, datado de 1665, foi desenhado por um cartógrafo local que registrou o local exato do desastre.

Exposição e futuro

Os objetos passarão por restauração e serão exibidos permanentemente no Museu das Ilhas Scilly a partir de 2025. A expectativa é que a exposição atraia visitantes interessados em história marítima e arqueologia subaquática. "É uma oportunidade única de ver de perto um pedaço do passado que estava perdido no fundo do mar", concluiu Duffy.

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