Luiz Carlos Barreto, um dos maiores nomes do audiovisual brasileiro, morreu aos 96 anos, deixando um legado que atravessa décadas e gêneros. Do Cinema Novo ao Oscar, sua carreira foi marcada por inovação e ousadia.
Os primeiros passos no Cinema Novo
Barreto começou como fotógrafo e logo se destacou como diretor de fotografia em filmes fundamentais do Cinema Novo, como 'Vidas Secas' (1963) e 'O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro' (1969). Sua parceria com Glauber Rocha e outros cineastas ajudou a definir a estética do movimento.
A consagração com 'O Quatrilho'
Em 1996, Barreto produziu 'O Quatrilho', que concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A indicação foi um marco para o cinema nacional. "Foi uma emoção indescritível ver o Brasil reconhecido internacionalmente", disse Barreto à época.
Diversidade de gêneros e sucessos
Além do drama, Barreto apostou em comédias e filmes históricos. Produziu 'Dona Flor e Seus Dois Maridos' (1976), que levou milhões aos cinemas, e 'O Que É Isso, Companheiro?' (1997), que também concorreu ao Oscar. Sua versatilidade o tornou um dos produtores mais respeitados do país.
Legado e influência
Barreto fundou a produtora L.C. Barreto, que lançou dezenas de filmes e revelou talentos. "Ele foi um visionário que acreditou no cinema brasileiro quando poucos acreditavam", afirmou o cineasta Cacá Diegues. Seu trabalho influenciou gerações e ajudou a consolidar a indústria audiovisual no Brasil.
Homenagens e reconhecimento
A morte de Barreto gerou comoção no meio artístico. A Academia Brasileira de Cinema emitiu nota de pesar, destacando sua contribuição "inestimável". O cinema brasileiro perde um de seus maiores expoentes, mas sua obra permanece viva.



