Um Brasil Distópico nas Telas
O filme 'Futuro futuro', do diretor gaúcho Davi Pretto, vencedor de prêmios no Festival de Brasília de 2025, apresenta uma distopia nacional onde a desigualdade social é levada ao extremo: ricos e pobres vivem separados por muros, em uma sociedade alienada e dependente de tecnologias avançadas. A obra utiliza uma estética crua e presente para retratar a apatia coletiva.
Trama e Simbolismo
A história acompanha K, um homem sem memórias que busca sua identidade em um mundo fragmentado. O filme emprega metáforas visuais e simbologias abstratas para criticar a dependência tecnológica e o abismo social. Segundo Davi Pretto, a obra é "um reflexo da nossa própria realidade, amplificada pela ficção".
Reconhecimento e Estilo
Premiado no Festival de Brasília, 'Futuro futuro' se destaca pela abordagem original da ficção científica nacional, combinando crítica social com uma narrativa intimista. A fotografia e a direção de arte reforçam o contraste entre os ambientes dos privilegiados e dos excluídos, criando uma atmosfera opressiva e reflexiva.



