'Alpha': Terror Corporal e Drama Familiar no Novo Filme de Julia Ducournau
O novo filme de Julia Ducournau, intitulado 'Alpha', chega aos cinemas brasileiros trazendo uma mistura de terror corporal e drama familiar. A diretora, vencedora da Palma de Ouro por 'Titane', retorna ao gênero que a consagrou, mas desta vez com uma proposta que não agrada a todos os críticos.
Enredo e Ambientação
A trama se passa na Normandia dos anos 1990 e acompanha a história de uma mãe solteira e sua filha, Alpha. Após retornar de uma festa, Alpha exibe uma tatuagem misteriosa que desencadeia uma série de eventos perturbadores. O filme utiliza um visual onírico para construir sua narrativa, que busca ser uma fábula sobre epidemias, fazendo alusões diretas à Aids e à Covid-19.
Críticas e Recepção
Apesar das ambições temáticas, 'Alpha' não consegue ser particularmente impactante ou assustador, segundo a crítica especializada. A narrativa é descrita como frenética e tediosa, o que compromete a experiência do espectador. O famoso 'Bonequinho' do jornal O Globo dorme durante a sessão, indicando que o filme não prende a atenção.
Julia Ducournau, conhecida por seu estilo ousado em 'Titane', parece não repetir o mesmo sucesso com 'Alpha'. O terror corporal, que era um dos pontos altos de seu trabalho anterior, aqui é utilizado de forma menos eficaz, e o drama familiar não consegue gerar a empatia necessária para sustentar a metáfora sobre pandemias.
Conclusão
'Alpha' é um filme que tenta abordar temas complexos como o medo de epidemias e as relações familiares, mas acaba se perdendo em uma execução confusa e pouco cativante. Para os fãs de Julia Ducournau, pode ser uma obra curiosa, mas para o grande público, provavelmente passará despercebido.



