A produtora do ator Justin Baldoni, Wayfarer Studios, foi condenada a pagar mais de US$ 170 mil ao jornal 'New York Times' após perder um processo no qual acusava o veículo de difamação. A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (4), mesma data em que Baldoni e a atriz Blake Lively chegaram a um acordo em um processo movido por Lively sobre as filmagens do drama romântico de 2024 'É Assim que Acaba'. O acordo evita um julgamento civil previsto para maio, no qual ambos os atores deveriam depor sobre as acusações de má conduta sexual feitas por Lively contra Baldoni.
Disputa judicial acirrada
A batalha judicial entre as estrelas durou mais de um ano e atraiu intensa atenção pública, à medida que detalhes das acusações de Lively e das contra-alegações de Baldoni surgiam em documentos judiciais. No início de abril, um juiz rejeitou 10 das 13 acusações do processo movido pela atriz. Entre elas estavam denúncias por assédio, difamação e conspiração. As três que sobraram — quebra de contrato, retaliação e cumplicidade em retaliação — seguiriam para o julgamento, previsto para maio.
Acusações e contra-acusações
Protagonista do filme sobre violência doméstica, Lively acusou Baldoni de assédio sexual e de fazer comentários impróprios sobre sua aparência e peso durante as gravações. Ela também afirmou que ele contratou um grupo de profissionais para manchar sua reputação e prejudicar a credibilidade de suas acusações. Já Baldoni — que interpretou o marido abusivo, além de dirigir e produzir o filme — diz que a atriz exagerou nas denúncias para aumentar seu poder sobre a produção.
Ações rejeitadas pela Justiça
Com o tempo, Baldoni também moveu processos contra Lively e contra o 'New York Times', que publicou uma reportagem sobre as acusações. Ambas as ações foram rejeitadas pela Justiça americana. A condenação da Wayfarer Studios ao pagamento de US$ 170 mil ao jornal é um dos desfechos desse imbróglio.
Sucesso de bilheteria
Apesar dos problemas nos bastidores, 'É Assim que Acaba' foi um grande sucesso de bilheteria, com arrecadação de cerca de US$ 350 milhões ao redor do mundo. O acordo entre as partes encerra mais de um ano de disputa judicial acirrada, que atraiu intensa atenção pública.



