A cantora Maria Rita criticou publicamente a propaganda da operadora Vivo que utilizou inteligência artificial para recriar a imagem e a voz de sua mãe, Elis Regina. Em publicação nas redes sociais, Maria Rita afirmou que a ação foi feita sem autorização da família e que considera a homenagem desrespeitosa.
Manifestação de Maria Rita
Em um texto publicado no Instagram, Maria Rita escreveu: "Não autorizei, não fui consultada e não concordo com a utilização da imagem da minha mãe dessa forma. É uma falta de respeito com a memória dela e com a nossa família." A cantora também destacou que a tecnologia de inteligência artificial não deveria ser usada para recriar pessoas falecidas sem o consentimento dos familiares.
A propaganda da Vivo
A campanha publicitária da Vivo, lançada recentemente, mostra Elis Regina cantando e interagindo em um cenário virtual. A peça foi criada com o uso de inteligência artificial generativa para recriar a aparência e a voz da artista, que morreu em 1982. A Vivo afirmou que a ação era uma homenagem à cantora e que havia sido desenvolvida com cuidado e respeito.
Repercussão e posicionamento da Vivo
Após a crítica de Maria Rita, a Vivo divulgou uma nota afirmando que "a campanha foi desenvolvida com o objetivo de homenagear Elis Regina e sua importância para a música brasileira" e que "a empresa respeita a opinião da família e está aberta ao diálogo". No entanto, a empresa não informou se obteve autorização prévia dos herdeiros para utilizar a imagem de Elis.
Debate sobre uso de IA em publicidade
O caso reacendeu o debate sobre os limites éticos do uso de inteligência artificial para recriar pessoas falecidas em campanhas publicitárias. Especialistas apontam que, embora a tecnologia permita homenagens criativas, é fundamental respeitar os direitos de imagem e a vontade dos familiares. A situação também levanta questões sobre a regulamentação do uso de IA no Brasil.



