O ator Leonardo Garcez, conhecido por seus papéis em produções como 3%, No Mundo da Luna e Maníaco do Parque, está vivendo um dos maiores desafios de sua carreira: interpretar o icônico humorista Jorge Laffond nos palcos. Em entrevista ao blog do Ancelmo Gois, Garcez revelou que o processo de preparação para o papel o fez reviver momentos dolorosos de sua infância, quando sofria bullying por ser chamado de 'Vera Verão'.
Bullying na infância e identificação com Laffond
Leonardo Garcez contou que, quando criança, era alvo de provocações por sua semelhança com o personagem Vera Verão, interpretado por Jorge Laffond na televisão. 'Me chamavam de Vera Verão na escola. Era uma forma de me diminuir, de me humilhar', disse o ator. A experiência o marcou profundamente, mas hoje ele enxerga o episódio sob uma nova perspectiva ao interpretar o próprio Laffond.
Para Garcez, o trabalho no teatro tem sido uma jornada de autoconhecimento e cura. 'Interpretar o Jorge Laffond me fez entender a importância que ele teve para a representatividade na televisão brasileira. Ele abriu portas para muitos artistas LGBTQIA+', afirmou.
A importância de Jorge Laffond para a representatividade
Jorge Laffond, que faleceu em 2002, foi um dos primeiros humoristas a trazer personagens abertamente gays para a TV aberta no Brasil. Seu personagem Vera Verão, uma figura extrovertida e sem papas na língua, conquistou o público e se tornou um símbolo de resistência e orgulho para a comunidade LGBTQIA+.
Leonardo Garcez ressalta que, ao dar vida a Laffond, também está prestando uma homenagem a todos que sofreram preconceito. 'É uma forma de ressignificar aquela dor. Hoje, eu honro o legado dele e mostro que podemos transformar o bullying em arte', completou.
Carreira e novos projetos
Além do teatro, Leonardo Garcez segue com uma carreira consolidada no audiovisual. Ele integrou o elenco da série distópica 3%, da Netflix, e atuou em No Mundo da Luna, do Disney Channel, e no filme Maníaco do Parque. O ator também tem se dedicado a projetos que abordam questões sociais e de representatividade.
A peça em que interpreta Jorge Laffond tem recebido elogios da crítica e do público, que se emocionam com a sensibilidade da abordagem. 'É uma oportunidade de celebrar a vida e o legado de um grande artista, ao mesmo tempo em que provoco reflexões sobre aceitação e diversidade', concluiu Garcez.



