Benedito Ruy Barbosa, um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, faleceu nesta terça-feira (7) aos 95 anos, em São Paulo. O autor de novelas como "Renascer", "O Rei do Gado" e "Terra Nostra" estava internado no Hospital do Coração (HCor) e morreu devido a complicações de insuficiência renal crônica. Suas últimas aparições públicas ocorreram em 2025, ao lado da filha Edmara Barbosa e do amigo Stepan Nercessian.
Última aparição com Stepan Nercessian
Em agosto de 2025, Benedito Ruy Barbosa posou ao lado do ator Stepan Nercessian nos bastidores da peça "Chatô e os Diários Associados - 100 anos de paixão". Nercessian registrou o momento em suas redes sociais e declarou: "Honra de receber Benedito Ruy Barbosa em nosso musical". Fãs reagiram com entusiasmo: "Que legal ver vocês", comentou uma seguidora; "Monstro da TV", elogiou outra.
Aparição com a filha Edmara em setembro
No mês seguinte, em setembro de 2025, Benedito apareceu ao lado da filha Edmara Barbosa, que abriu as portas do sítio onde o pai morou por muitos anos, em Sorocaba (SP), para uma matéria no programa "Muito+", da TV TEM, afiliada da Rede Globo. O escritor viveu no campo até 2024, quando a família decidiu levá-lo para São Paulo, aos 93 anos. Na ocasião, Edmara afirmou que o pai estava "bem, se locomovendo e assistindo novela". A equipe do programa foi até São Paulo e gravou com o escritor, que apareceu ouvindo atentamente a conversa com a apresentadora.
Internação e causa da morte
Em janeiro de 2026, Benedito ficou internado por 19 dias no HCor. De acordo com a unidade de saúde, o escritor tinha diagnóstico de insuficiência renal crônica há três anos e apresentava histórico de internações por infecções urinárias recorrentes. A morte foi confirmada na manhã de terça-feira (7), por complicações da doença renal.
Legado e família
Benedito Ruy Barbosa foi casado por 54 anos com a atriz e criou um verdadeiro clã de roteiristas. Ele é pai de Edmara e Edilene Barbosa, e viu netos herdarem remakes de suas novelas, como "Renascer" e "Pantanal". O autor sempre rejeitou comparações, afirmando: "Confio muito" no trabalho dos herdeiros. Sua obra marcou a teledramaturgia brasileira com tramas rurais e personagens inesquecíveis.



