A Estação Primeira de Mangueira, uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio de Janeiro, celebra este ano o 95º aniversário de sua ala mais emblemática: os Periquitos. A ala, que desfilou pela primeira vez em 1931, tornou-se um símbolo de resistência e tradição dentro da agremiação, marcando gerações de foliões.
História dos Periquitos
Os Periquitos foram criados em 1931 por um grupo de moradores do Morro da Mangueira que queriam homenagear a ave símbolo da escola. A ala rapidamente se destacou pelo colorido vibrante e pela coreografia característica, que imita os movimentos dos periquitos. Segundo Carlos Alberto de Oliveira, historiador da Mangueira, "a ala dos Periquitos é uma das mais antigas e respeitadas do Carnaval carioca, representando a essência da escola".
Importância cultural
Ao longo de quase um século, a ala participou de desfiles memoráveis, contribuindo para os 24 títulos da Mangueira no Grupo Especial. Em 2025, a escola contou com 120 integrantes na ala, número que deve se repetir em 2026. A presença dos Periquitos é aguardada com expectativa pelos amantes do samba, que veem no grupo a manutenção das raízes da escola.
Comemorações dos 95 anos
Para marcar a data, a Mangueira programou uma série de eventos ao longo de 2026, incluindo uma exposição no Museu do Samba e um desfile especial na quadra da escola. "Vamos celebrar com muito samba no pé e respeito à nossa história", afirmou a presidente da escola, Eliane Santos. A expectativa é reunir ex-integrantes e novas gerações em uma grande festa.
Legado para o Carnaval
Os Periquitos influenciaram outras escolas a criar alas temáticas, tornando-se referência de criatividade e organização. O pesquisador João Paulo de Souza destaca: "A ala dos Periquitos é um patrimônio imaterial do Carnaval. Sua longevidade mostra a força da cultura popular brasileira." A celebração dos 95 anos reforça o papel da Mangueira como guardiã das tradições do samba.



