Biquíni de lacinho pode virar patrimônio cultural imaterial do Rio
Biquíni de lacinho: patrimônio cultural do Rio?

O biquíni de lacinho, uma das peças mais emblemáticas do beachwear, está prestes a se tornar patrimônio cultural imaterial do Rio de Janeiro. Um projeto de lei protocolado na Câmara Municipal propõe o reconhecimento oficial do modelo, criado em 1972 pelo estilista David Azulay, da grife Blueman, em Ipanema. A votação está prevista para agosto.

Reconhecimento da identidade carioca

De acordo com a vereadora Joyce Trindade, autora do projeto, a iniciativa visa preservar e valorizar um símbolo que representa o DNA cultural do Rio. “O biquíni de lacinho é parte fundamental do DNA carioca reproduzido no mundo todo. Reconhecê-lo como patrimônio imaterial é uma forma de proteger nossa história e fortalecer o setor da moda”, afirmou a parlamentar.

O modelo, caracterizado por pequenos laços nas laterais, tornou-se um ícone da moda praia brasileira e é associado à imagem do Rio de Janeiro internacionalmente. A proposta inclui apoio institucional e financeiro para a preservação da técnica e da memória do design.

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História e impacto cultural

Criado por David Azulay há mais de 50 anos, o biquíni de lacinho foi inspirado na liberdade e na sensualidade da mulher carioca. A peça ganhou fama nas areias de Ipanema e logo se espalhou pelo Brasil e exterior. Atualmente, é produzido por diversas marcas e continua sendo um dos modelos mais vendidos no verão.

O projeto de lei tramita na Câmara dos Vereadores e, se aprovado, o Rio de Janeiro se tornará a primeira cidade brasileira a declarar uma peça de vestuário como patrimônio cultural imaterial. A expectativa é que a medida impulse o turismo e a economia criativa local.

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