A capital da Bahia atrai turistas do mundo inteiro por suas belezas naturais, gastronomia rica, cultura vibrante e forte expressão de fé. Não por acaso, Salvador já serviu de inspiração para inúmeras canções, desde o axé, do qual é berço, até ritmos como samba-reggae, pagode baiano e bossa nova. Marcada por uma efervescência cultural que mescla influências africanas e europeias, a cidade também é o local de origem de nomes consagrados da música brasileira, como Gilberto Gil, Dorival Caymmi, Pepeu Gomes, Raul Seixas e Pitty.
Salvador: Cidade Criativa da Música pela Unesco
Primeiro município brasileiro a receber o título de Cidade Criativa da Música pela Unesco, Salvador tem no carnaval de rua um dos pontos altos do seu calendário. O evento, conhecido por arrastar uma multidão de foliões atrás dos trios elétricos no circuito Barra-Ondina, é comandado por grandes nomes da música baiana e brasileira – como Ivete Sangalo com o Bloco Coruja, Daniela Mercury no Crocodilo e Bell Marques no Vumbora e Camaleão. A folia é o ápice da diversão, mas na Bahia há festa o ano todo.
Fé e sincretismo religioso
Além disso, a fé e o sincretismo religioso reúnem centenas de milhares de pessoas todos os anos em duas celebrações que misturam elementos do cristianismo com religiões de matriz africana. Uma delas é a tradicional lavagem da escadaria do Bonfim, um cortejo guiado pelas baianas que vai da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia até a Basílica do Bonfim. A outra é a Festa de Iemanjá, que abre o mês de fevereiro com uma grande e centenária comemoração em que várias embarcações levam oferendas ao mar.
Belezas naturais e história
Da Baía de Todos os Santos, com suas águas azuis, às ruas históricas da cidade, que foi a primeira capital do Brasil, Salvador guarda muitos encantos. É difícil escolher apenas um cartão-postal como ponto alto do roteiro turístico. Assistir ao pôr do sol no Farol da Barra, caminhar pelo Pelourinho, subir as escadarias do Bonfim, fazer compras no Mercado Modelo e passar no Rio Vermelho para provar o tradicional acarajé ou uma moqueca são atividades que precisam estar na lista durante uma visita à capital baiana.
Pontos turísticos de Salvador
Entre o Pelourinho e o Farol da Barra, o turista encontra as principais atrações históricas e culturais concentradas. Os casarões construídos a partir do século 16, o Elevador Lacerda, a vista para a Baía de Todos os Santos, o farol em funcionamento, o Forte de Santo Antônio, os museus e as casas culturais, muitos deles em estreita comunhão com os ritmos baianos, fazem a riqueza deste pedaço de Salvador. Ali estão também praias para se banhar ou andar de caiaque. Mas vale dedicar um tempo também ao Rio Vermelho, região de vida mais boêmia.
Pelourinho
O Pelourinho, bairro localizado no centro histórico de Salvador, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Ganhou esse nome por ter sido, durante anos, local onde os escravizados eram amarrados a uma coluna de pedra (pelourinho) e expostos à condenação pública. Atualmente, é um centro urbano de cultura popular, abrigando museus, ateliês, galerias e restaurantes em casarões históricos. Entre as igrejas se destaca a de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que às terças tem missa com elementos africanos, como canto e atabaques. As ruas de paralelepípedos, os casarões coloridos, as baianas, os músicos e dançarinos atraem turistas do Brasil e do mundo e tornam o centro histórico uma parada obrigatória para quem visita Salvador.
Elevador Lacerda
Inaugurado em 1873, o Elevador Lacerda é o primeiro elevador urbano do mundo e um ícone da cidade. Localizado na Praça Municipal, no centro histórico, ele liga a Praça Cairu, na Cidade Baixa, à Praça Tomé de Sousa, na Cidade Alta. A 63 metros de altura, o visitante é presenteado com uma vista esplêndida para a Baía de Todos os Santos, o Mercado Modelo e o Forte de São Marcelo. Utilizado também como transporte público, o percurso dura trinta segundos – sem contar a fila, claro. Separe umas moedinhas para o percurso.
Farol da Barra
O Farol de Santo Antônio, mais conhecido como Farol da Barra, é um dos pontos turísticos mais famosos de Salvador. Do local, no Forte de Santo Antônio da Barra, é possível ver a Praia da Barra e assistir a um lindo pôr do sol. No forte erguido em 1536 funciona também o Museu Náutico da Bahia, que reúne um acervo de achados arqueológicos submarinos, instrumentos de navegação e sinalização náutica, maquetes, miniaturas de embarcações, entre outros.
Casa do Carnaval da Bahia
Também localizado no Pelourinho, ao lado da catedral, a Casa do Carnaval da Bahia reúne no acervo a memória da festa, incluindo livros, adereços, esculturas, vídeos e áudios. O espaço também conta com sala interativa que remete à vibração do carnaval. De seu terraço, com mesas e bancos, é possível observar a Baía de Todos os Santos. Funciona de terça a domingo, com programação variada de oficinas e apresentações.
Fundação Casa de Jorge Amado
Localizada em imóvel colonial do século 19, no Largo do Pelourinho, a Fundação Casa de Jorge Amado foi inaugurada em 1987. Os quatro andares do espaço abrigam uma exposição permanente do acervo do escritor, com edições dos romances e traduções em 49 idiomas, fotografias, vídeos, cartazes e outros arquivos, como cartas e manuscritos. Abre para visitação de segunda a sábado.
Memorial Casa do Rio Vermelho
A casa onde viveu o casal de escritores Jorge Amado e Zélia Gattai, no bairro do Rio Vermelho, está aberta para visitação e mantém ainda suas características originais. Foi nela que o casal recebeu intelectuais e artistas importantes, como Simone de Beauvoir, Pablo Neruda, Sartre e muitos outros. O memorial conta com mais de 30 horas de vídeos e projeções, acervo e documentos importantes, como cartas, e um jardim sensorial, onde estão depositadas as cinzas de ambos.
Canoa na Baía de Todos os Santos
Os passeios de canoa havaiana (aquelas compridas, para vários participantes) saem da Praia da Preguiça ou da Praia da Barra e seguem pela Baía de Todos os Santos. Dependendo da empresa, o passeio segue até o Forte de São Marcelo ou Corredor da Vitória, passando pela Gamboa, com parada para banho e fotos. O trajeto pode durar entre 1h e 1h30, dependendo da empresa, e são disponibilizados coletes salva-vidas e instruções antes de entrar no mar. Não precisa saber nadar ou remar. Durante a atividade é possível aproveitar o banho de mar e a vista para o Mercado Modelo, o Elevador Lacerda e a Basílica da Conceição da Praia. A canoa havaiana sai em horários variados, mas a experiência de ver o sol se pôr dentro da Baía de Todos os Santos é inesquecível.
Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM)
Com projeto arquitetônico de Lina Bo Bardi, o MAM-BA está localizado no Solar do Unhão, um sítio histórico do século 18, às margens da Baía de Todos os Santos. O museu conta com cinco salas expositivas, que abrigam mostras de artistas nacionais e internacionais, e uma galeria ao ar livre – o parque das esculturas. Aberto de terça a domingo, o espaço também abriga o Cine MAM, o Café do MAM e o píer.
Praias urbanas
As águas azuis da orla de Salvador convidam sempre a um mergulho. Na área urbana há duas praias com boa faixa de areia e vista para um dos cartões-postais da cidade: a Praia do Farol da Barra e a Praia do Porto da Barra. Na maré baixa, são opções para famílias que vão com crianças e para quem deseja um banho de mar tranquilo, sem muitas ondas. Ambas têm restaurantes e quiosques que oferecem pratos da culinária local, por isso costumam estar mais cheias. Menos movimentada, a Praia do Buracão costuma ter o mar mais agitado. Localizada no Rio Vermelho, bairro famoso pela vida noturna, é uma alternativa para aproveitar o fim de tarde em um dos vários estabelecimentos locais. Já mais perto do Aeroporto Internacional de Salvador ficam Ipitanga e Flamengo, onde é possível passar o dia em restaurantes de praia como a Barraca do Lôro e o Pipa Beach Club.
Museu da Misericórdia
Na Praça da Sé, o Museu da Misericórdia conta uma parte importante da história da Bahia e do próprio país. Seu acervo abriga mais de 3 mil peças, com obras que contextualizam do século 17 aos dias atuais. Entre os destaques estão: os azulejos de 1712 que reproduzem a Procissão do Fogaréu e quadros do barroco José Joaquim da Rocha. De mobiliário, há uma escrivaninha que pertenceu a Ruy Barbosa, por exemplo. O museu está instalado no antigo prédio da Santa Casa de Misericórdia, primeiro hospital da cidade, tombado pelo Iphan em 1938. Abre para visitação de terça a sexta.
Casa de Michael Jackson
O casarão onde o cantor gravou o clipe They Don’t Care About Us, em 1995, hoje é conhecido como Casa de Michael Jackson e atrai vários turistas que visitam o Pelourinho. É possível entrar no prédio e fazer uma foto no segundo andar da fachada ao lado de um manequim do artista.
Igreja do Senhor do Bonfim
Não há como ir embora de Salvador sem amarrar uma fitinha nas grades da Basílica do Senhor do Bonfim, no bairro da Ribeira. Confeccionada em tecido colorido com o nome do santo, a lembrança típica pode ser amarrada no pulso e distribuída para os amigos. Aproveite para conhecer a Basílica em estilo neoclássico e fachada em rococó, com afrescos e azulejaria. É ali que ocorre uma das principais festividades de Salvador, a tradicional lavagem das escadarias Bonfim, na segunda quinta-feira do ano. O cortejo liderado pelas baianas com água de cheiro sai da Igreja da Conceição da Praia e segue por 8 quilômetros até a Basílica de Nosso Senhor do Bonfim.
Catedral de Salvador
Inaugurada e consagrada em 1672, a Catedral Basílica de Salvador é considerada uma construção barroca, mas possui estilo de outros períodos. O prédio é tombado pelo Iphan e abriga um dos acervos mais valiosos do Brasil, incluindo algumas das principais relíquias sacras da Bahia. Com trabalho em ouro e prata, a igreja abriga pinturas em telas, painéis de azulejos e peças de terracota do século XVII. A catedral fica aberta de segunda a sexta e cobra taxa de visitação.
Pousadas e hotéis em Salvador
A maioria dos meios de hospedagem em Salvador está concentrada na região do Pelourinho, na Barra e no Rio Vermelho, que são bairros mais movimentados ou com pontos turísticos na capital baiana. Todos têm um grande número de pousadas, hostels e hotéis, embora a rede hoteleira seja também farta próximo às praias. Além desses pontos, há um considerável número de hospedagens próximas ao Aeroporto Internacional de Salvador, porém mais longe do centro, concentradas nas praias de Itapuã, Stella Maris, Flamengo e Ipitanga.
Restaurantes em Salvador
Assim como na música, as diferentes culturas, principalmente a africana, deram origem à gastronomia de Salvador, com uma variedade de temperos e sabores. Um sabor marcante dos pratos, com certeza, é o do azeite de dendê e do leite de coco, presentes em pratos tradicionais como acarajé, moqueca, abará, vatapá e caruru. Mas não é só de comidas salgadas que vive a culinária baiana. Para a sobremesa, além dos sorvetes, servidos nas sorveterias mais antigas do Brasil, é tradicional o bolinho de estudante, um doce feito de massa de tapioca frita, coco, açúcar e canela. Se quiser experimentar todos os sabores reunidos num só local, o bairro do Rio Vermelho é o destino sugerido, famoso entre os turistas pela vida noturna, com grande variedade de bares e casas noturnas. É lá que você encontra dois dos acarajés mais famosos de Salvador: o Acarajé da Cira e o Acarajé da Dinha. O bolinho de feijão fradinho frito no azeite de dendê, tradicional da culinária baiana, é recheado com vatapá, camarão seco e vinagrete – e servido nas versões “quente” ou “frio”, ou seja, com muita ou pouca pimenta. Além de um prato típico, o acarajé também tem valor religioso, sendo um alimento sagrado no candomblé. Aproveite para experimentar no Rio Vermelho ou em outros pontos da cidade a moqueca de camarão, outro carro-chefe da gastronomia soteropolitana, com influências indígenas, africanas e portuguesas - o prato leva azeite de dendê, coentro, leite de coco e pimenta.
Ki-Mukeka
A moqueca é o carro-chefe do Ki-Mukeka, restaurante especializado em culinária baiana que funciona desde 1980 – com unidades em Pituba, Armação e Itapuã. Além do prato que lhe dá nome, o viajante encontra no cardápio acarajé, mariscadas e outras receitas com frutos do mar. As unidades contam com espaço kids, ideal para quem viaja com crianças, e costumam ser muito acolhedoras.
Acarajé da Cira
O quiosque da Cira atrai pessoas o dia todo, que desfrutam do famoso acarajé em uma das mesinhas disponíveis na pracinha localizada no Rio Vermelho. Além do prato principal, serve ainda abará, que é feito com a mesma massa do acarajé, mas cozida em folhas de bananeira no vapor, cocada e bolinho de estudante.
Acarajé da Dinha
Assim como o da Cira, os visitantes fazem fila para provar o acarajé da Dinha, no Largo de Santana (Rio Vermelho), onde ficam as estátuas de Jorge Amado e Zélia Gattai – ótimas para tirar fotos. O quiosque conta com mesas e cadeiras na pracinha para quem deseja provar a massa frita no dendê, que também pode ser servida no prato, com ou sem camarão. O cardápio da Dinha inclui bolinho de estudante, abará e cocada.
Sorveteria da Ribeira
Fundada em 1931, a Sorveteria da Ribeira é a segunda mais antiga de Salvador. O cardápio conta com diferentes sabores, como biribiri, tamarindo, umbu e tapioca, além de produtos diet e light. Tem mais de 10 lojas, mas a mais tradicional fica na Rua da Penha.
A Cubana Sorvetes
Com sorveterias no Pelourinho, Elevador Lacerda e outros pontos de Salvador, A Cubana Sorvetes produz sorvetes artesanais que são patrimônio baiano. Fundada em 1930, foi a primeira sorveteria da Bahia e a mais antiga em funcionamento no Brasil.
Bar da Mônica
O popular bar e restaurante da Mônica viralizou nas redes sociais em vídeos que mostram como o acesso ao espaço é diferente, feito geralmente por barcos que saem da Praia do MAM, ao lado do Solar do Unhão. Os bares da comunidade da Gamboa de Baixo ficam à beira-mar com vista privilegiada para a praia, incluindo escada para o mergulho, mas é importante saber nadar por conta da profundidade. O trajeto de barco, ida e volta, é fechado com comerciantes no local, mas também pode ser feito a pé por dentro da Gamboa, embora não seja a opção mais recomendada. Com bebidas, petiscos e pratos típicos da culinária baiana, costuma ficar lotado. É aconselhável ir com tempo de sobra e paciência.
O Cravinho
Um dos bares mais icônicos de Salvador, O Cravinho é famoso pela bebida da qual leva o nome – uma infusão com cachaça, cravo, mel e limão – e por outras misturas artesanais de cachaça. Com quatro ambientes internos, serve pratos da comida baiana e petiscos. Além disso, vende garrafas do famoso cravinho, uma opção bem tradicional para a lembrancinha.
Compras em Salvador
Além de garantir fitinhas do Bonfim para levar como lembrança da viagem, os mercados de artesanato oferecem inúmeras opções de tecelagem, bordados, objetos em cestaria, cerâmica e madeira, além de opções turísticas não manuais. Visitar os locais também é uma oportunidade para comprar alguma bebida regional, como o cravinho, e experimentar a gastronomia local.
Casa do Artesanato da Bahia
Bordados, renda, tapeçaria, tecelagem, cestaria, artesanatos em cerâmica e madeira podem ser encontrados no térreo da Casa do Artesanato da Bahia. O local foi inaugurado em 2023 e fica localizado no Porto da Barra, bairro turístico de Salvador. Além das peças à venda, abriga nos demais andares duas exposições permanentes com itens que fazem parte da história do artesanato local, na exposição Memórias Afetivas e o Memorial do Artesanato Baiano.
Mercado Modelo
Se quiser resolver as compras das lembrancinhas e artesanato em um só lugar, o Mercado Modelo, na Cidade Baixa, é a indicação certeira. Com mais de 200 lojas e restaurantes, é possível encontrar redes, peças em madeira, rendas, bordados, bijuterias e adereços, objetos em couro, ferro, palha, madeira e cerâmica. Também são vendidas bonecas de pano vestidas de “baianas”, patuás, fitinhas do Senhor do Bonfim, objetos religiosos, alimentos e bebidas típicas. Entre os arcos do subsolo, o Mercado Modelo abriga uma galeria de arte, em funcionamento desde 2024, com exposição fixa das obras de Mário Cravo Jr. (esculturas de Exu, da série Cabeças de Tempo) e Rubem Valentim (obras em concreto da série Templos de Oxalá). O espaço também conta a instalação Lágrimas de Vinícius S.A., que figura entre os principais registros fotográficos do local, pelo ambiente todo decorado com esferas de vidro que simulam a água. Além disso, é possível conhecer a história do Mercado em uma linha do tempo, incluindo o incêndio de 1984.
Bate-volta de Salvador
Ilha de Itaparica (37 km)
Com um calmo mar azul cristalino e faixa de areia com estrutura de mesas, cadeiras e guarda-sóis oferecidos por quiosques e bares, principalmente na praia de Mar Grande, a Ilha de Itaparica é uma ótima opção de um dia de passeio para incluir na viagem a Salvador. O trajeto até a ilha pode ser realizado por ferry boat, com saída do Terminal de São Joaquim até Bom Despacho, ou por lanchas, que saem do Terminal Náutico de Salvador até o Terminal de Mar Grande – ambos os locais de partida ficam próximos ao Mercado Modelo. Além das praias, vale explorar o centro histórico de Itaparica, com igrejas e casarões antigos, o Forte São Lourenço e a Fonte da Bica, além da casa onde viveu o escritor João Ubaldo Ribeiro.
Praia do Forte (54 km)
Com atividades para todas as faixas etárias e ótima para famílias, a Vila do Forte, onde fica a praia de mesmo nome, é parte do município de Mata de São João, no litoral norte, e merece uma escapadinha. O trajeto a partir de Salvador dura em média 1h30 e pode ser feito de carro, vans particulares ou ônibus regulares que saem da rodoviária de Salvador. Além de aproveitar o dia de sol na praia, há a possibilidade de contratar um passeio de lancha até as piscinas naturais, ou mesmo de escuna e canoa havaiana. Para curtir um passeio na natureza, há ainda a Reserva de Sapiranga, com variedade de atividades, entre trilhas e passeio de quadriciclo para observar a fauna e flora local. Tudo fica ainda mais interessante se combinado à visita às ruínas do Castelo Garcia D’Ávila, uma construção dos séculos 16 e 17. Há um museu com artefatos preservados, mapas e uma maquete restaurada da construção. Aproveite para contemplar a paisagem do alto da Colina Tatuapara. A Vila do Forte conta com estrutura de restaurantes, bares, café e loja. Lá fica uma das principais sedes do Projeto Tamar, que trabalha pela preservação das tartarugas-marinhas.
Ilha dos Frades (60 km)
Além do mar azul cristalino e das areias claras, a Praia de Ponta de Nossa Senhora de Guadalupe, na Ilha dos Frades, recebeu a “bandeira azul” por cumprir requisitos de qualidade socioambiental, garantindo a segurança do banho de mar. Por isso, costuma ser o destino preferido dos turistas. No entanto, como a maioria das embarcações chega ou sai a partir da Praia de Paramaná, que também tem estrutura de guarda-sóis, mesas e cadeiras, muitos acabam ficando por ali mesmo – e, dependendo da maré, lanchas e barcos podem levá-lo até as piscinas naturais. O trajeto até a Ilha dos Frades só pode ser feito pelo mar, com embarcações que partem do Terminal Turístico Náutico da Bahia, próximo ao Mercado Modelo, ou do Terminal Marítimo Madre de Deus, a cerca de 60 km de distância de Salvador, com barcos saindo todos os dias para a Praia de Paramaná. Por ser uma área de proteção ambiental, é preciso pagar uma taxa de preservação.
Dicas de Salvador
Vale consultar os sites oficiais do destino, tanto a página ligada à Prefeitura de Salvador quanto as dicas do Turismo da Bahia.



