Tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros entra em vigor hoje
Tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros hoje

Tarifa de 25% entra em vigor

Os Estados Unidos impuseram, nesta terça-feira, uma tarifa adicional de 25% sobre uma ampla gama de produtos brasileiros, como parte de uma estratégia comercial do governo Trump. A medida, que já era esperada, atinge setores como madeira, móveis e máquinas, mas exclui itens como petróleo e carne bovina, que ficam de fora da sobretaxa.

Impacto para exportadores

Embora a lista de exceções seja grande, os negócios ligados à indústria não escapam da nova tarifa. Empresários do setor já se mobilizam para avaliar os prejuízos. O governo brasileiro, por meio do Ministério da Economia, mantém conversas com os setores afetados para mapear o impacto da medida e buscar alternativas.

De acordo com fontes oficiais, a tarifa de 25% pode ser somada a uma outra sobretaxa de 12,5% que os EUA ameaçam aplicar devido a acusações de trabalho forçado na cadeia produtiva brasileira. Caso confirmada, a alíquota total pode chegar a 37,5%.

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Reação do governo Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo está negociando para melhorar as condições comerciais e minimizar os danos. “Estamos em diálogo constante com os setores impactados e com representantes americanos para buscar uma solução que não prejudique nossa economia”, disse Lula em entrevista coletiva.

Empresários são incentivados a diversificar mercados, buscando novos parceiros comerciais na Ásia e na Europa para reduzir a dependência dos EUA.

Exceções e próximos passos

Produtos como petróleo bruto, carne bovina in natura e alguns minérios foram excluídos da tarifa, aliviando parcialmente o impacto. No entanto, setores como o de máquinas e equipamentos, que exportam cerca de US$ 2 bilhões anuais para os EUA, devem sentir a pressão.

O governo brasileiro planeja lançar um pacote de apoio aos exportadores, incluindo linhas de crédito e facilitação de acordos comerciais com outros países. A expectativa é que as negociações com os EUA avancem nas próximas semanas.

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