XP reduz projeção do Brent, vê IPCA mais baixo, mas mantém Selic em 14% em 2026
XP reduz projeção do Brent, vê IPCA mais baixo e mantém Selic em 14%

A XP Investimentos revisou suas projeções para o petróleo Brent e para o IPCA, mas manteve a estimativa da taxa Selic em 14% ao ano para 2026. A decisão reflete uma avaliação de que, apesar da queda nos preços do petróleo e da inflação mais baixa, o Banco Central deve manter uma postura cautelosa para ancorar as expectativas.

Revisão das projeções do Brent e do IPCA

A XP reduziu a previsão do preço do barril de petróleo Brent para US$ 70 em 2025, ante US$ 75 anteriormente. Para 2026, a estimativa caiu de US$ 75 para US$ 70. A revisão reflete a desaceleração da demanda global e a oferta robusta, especialmente da Opep+. “O cenário de oferta abundante e demanda fraca deve manter os preços do petróleo sob pressão”, afirmou a equipe de economia da XP em relatório.

Quanto ao IPCA, a XP reduziu a projeção de 4,5% para 4,2% em 2025, e de 4,0% para 3,8% em 2026. A revisão considera a queda nos preços das commodities e a desaceleração econômica. “A inflação deve convergir para o centro da meta, mas com riscos de alta devido à desancoragem das expectativas”, alertaram os analistas.

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Selic mantida em 14%: cautela fiscal e externa

Apesar da inflação mais baixa, a XP manteve a projeção da Selic em 14% ao ano para o fim de 2026. A decisão se baseia na incerteza fiscal e no cenário externo adverso. “O Banco Central deve manter a taxa básica em patamar elevado para conter pressões inflacionárias e ancorar as expectativas, diante da falta de compromisso fiscal e da alta da aversão ao risco global”, explicou o relatório.

A XP destacou que a política monetária contracionista é necessária para evitar que a inflação fuja do controle, mesmo com a economia mais fraca. “A Selic em 14% é consistente com um cenário de juros reais elevados, o que deve conter a demanda e ajudar no combate à inflação”, completou.

Impacto nos mercados e recomendações

A revisão das projeções impacta diretamente as recomendações de investimento. Para a renda fixa, a XP mantém preferência por títulos atrelados à inflação, como NTN-Bs, e por papéis pós-fixados, que se beneficiam da Selic alta. Para a renda variável, a casa recomenda cautela, com foco em empresas de qualidade e baixo endividamento.

“O cenário de juros altos e inflação cadente favorece ativos de renda fixa, mas exige seletividade na bolsa”, orienta a XP. O mercado deve continuar atento aos próximos passos do Banco Central e às decisões fiscais do governo.

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