Pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (Unir), no campus de Presidente Médici, estão estudando o uso do pó de rocha, material gerado no beneficiamento da brita, como fertilizante de baixo custo para pastagens. Coordenado pela professora Elaine Delarmelinda, do curso de Zootecnia, o projeto busca alternativas mais acessíveis e sustentáveis para produtores rurais.
De acordo com os pesquisadores, o pó de rocha é rico em minerais como o potássio e pode substituir parte dos fertilizantes comerciais, que são caros e dependem de importação. O estudo avança em etapas. Na primeira fase, os testes foram feitos em estufa, com plantas forrageiras cultivadas em vasos. Os resultados mostraram que o desenvolvimento das plantas foi igual ou até superior ao obtido com fertilizantes convencionais.
Atualmente, a equipe estuda iniciar experimentos no campo, para testar o material em condições reais de cultivo e avaliar como as espécies de pastagens comuns na região se comportam com o pó de rocha. A pesquisa inicial mostra que o material pode ser aplicado de duas formas: incorporado ao solo na implantação da pastagem ou distribuído a lanço, como adubação de manutenção. Para medir os efeitos, os pesquisadores analisam altura das plantas, número de perfilhos e produtividade por hectare.
Além de reduzir custos e dar destino produtivo a um resíduo mineral, o projeto já fortaleceu a formação acadêmica na Unir, resultando em monografias e uma dissertação premiada como a melhor do Programa de Pós-Graduação em Agroecossistemas Amazônicos em 2025. Segundo a coordenadora Elaine, se os resultados forem confirmados em campo, o uso do pó de rocha pode gerar impacto direto na agropecuária de Rondônia, incentivando práticas sustentáveis e valorizando recursos disponíveis na própria região.



