O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) identificou irregularidades na análise das contas de 2024 da Fundação PB Saúde, que administra o Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, na Grande João Pessoa. O relatório dos auditores aponta problemas na execução orçamentária e possível descontrole nos gastos.
Segundo o parecer, a fundação recebeu R$ 498 milhões da Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) em 2024. Entre as irregularidades estão registros financeiros incompatíveis com os valores recebidos, uso de recursos de um contrato para custear despesas de outro, gastos acima dos limites estabelecidos, falhas na conferência e autorização de pagamentos e divergências em portais oficiais.
O relatório também menciona ausência de constituição de reservas financeiras obrigatórias, deficiência na fiscalização do Estado e atuação inadequada dos órgãos de controle interno. No período, a entidade teve três superintendentes: Ari Reis (janeiro a junho), Alexandre Bento (junho a início de dezembro) e Jhony Bezerra (3 a 31 de dezembro).
O parecer tramita no TCE e será apreciado pelo plenário. A Fundação PB Saúde afirmou que o relatório é preliminar e que equipes técnicas, contábeis e jurídicas analisam os apontamentos para apresentar documentação comprobatória dentro do prazo.
Em janeiro, servidores do Hospital Metropolitano denunciaram problemas como baratas na comida, falhas em ar-condicionado e atraso no FGTS, apurados pelo Ministério Público da Paraíba. Recentemente, profissionais relataram possíveis erros em laudos de exames encaminhados a uma empresa em São Paulo. A PB Saúde disse que o modelo visa agilidade e que divergências podem ocorrer em exames complexos.



