O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (18) elevar a taxa Selic para 15% ao ano, mantendo o ciclo de alta iniciado em setembro do ano passado. Esse é o maior patamar desde julho de 2006, quando a taxa estava em 15,25% ao ano, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão foi unânime entre os nove membros do Copom, incluindo o presidente Gabriel Galípolo. O colegiado justificou o aumento citando incertezas na economia dos Estados Unidos, especialmente nas políticas comercial e fiscal, que exigem cautela por parte de países emergentes como o Brasil.
O Copom indicou que, se o cenário esperado se confirmar, deve interromper o ciclo de alta na próxima reunião para avaliar os impactos dos ajustes já realizados. No entanto, o comitê afirmou que não hesitará em prosseguir com aumentos caso julgue necessário para garantir a convergência da inflação à meta.
O mercado financeiro estava dividido sobre a decisão. A maioria dos analistas, segundo pesquisa do BC com mais de 130 instituições, acreditava que o cenário já permitia uma pausa, mas alguns bancos projetavam a alta para 15% ao ano. A Selic é o principal instrumento de política monetária para controlar a inflação e influencia todas as taxas de juros do país.



