Petróleo em alta: até onde podem ir Petrobras, PRIO e PetroReconcavo?
Petróleo em alta: até onde vão Petrobras, PRIO e PetroReconcavo?

Petróleo dispara com novos ataques dos EUA ao Irã

O petróleo Brent registrou alta superior a 7% no after market desta quarta-feira, após os Estados Unidos anunciarem uma nova onda de ataques contra alvos no Irã. O movimento elevou as cotações da commodity para patamares não vistos nos últimos meses, reacendendo o debate sobre o impacto para as petroleiras brasileiras listadas na bolsa.

Entre as empresas mais expostas estão Petrobras, PRIO e PetroReconcavo. A Petrobras, como estatal, sente diretamente a valorização do barril, mas também sofre com possíveis interferências políticas na política de preços. Já PRIO e PetroReconcavo, por serem independentes, tendem a se beneficiar integralmente da alta, sem as amarras do controle acionário do governo.

Até onde podem ir os papéis?

Analistas consultados pelo InfoMoney apontam que o cenário de curto prazo é favorável para as petroleiras, mas alertam para riscos. “Se a tensão se intensificar, podemos ver o Brent testar US$ 90 o barril. Nesse caso, Petrobras, PRIO e PetroReconcavo têm potencial de valorização de dois dígitos”, afirma Rafael Faria, analista da Genial Investimentos.

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Por outro lado, uma escalada militar que feche o Estreito de Ormuz pode gerar volatilidade extrema. “O mercado já precifica um prêmio de risco, mas uma interrupção no fluxo de petróleo do Oriente Médio seria um choque de oferta global”, complementa Faria.

Quem ganha e quem perde com petróleo mais caro?

Além das petroleiras, setores como transporte aéreo e logística são prejudicados pelo aumento do combustível. Empresas como Azul e Gol veem suas margens comprimidas. Já a Direcional, que registrou vendas líquidas de R$ 1,7 bilhão no segundo trimestre, não deve ser impactada diretamente, segundo analistas.

No mercado de ações, o Ibovespa Futuro ensaiava recuperação, mas a incerteza geopolítica pode limitar ganhos. A Faria Lima considera que a atuação do senador Flávio Bolsonaro no novo tarifaço dos EUA é inócua para o cenário local.

Impacto nos investimentos

Para investidores, a recomendação de casas como a XP é de cautela com prefixados, apesar das taxas altas. Já os fundos imobiliários de shoppings ganham espaço na virada do semestre. O ex-diretor do Banco Central, por sua vez, aposta na continuidade dos cortes da Selic, contrariando o consenso do mercado.

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