Ouro avança forte, mas segue em faixa restrita com Fed no radar
Ouro avança forte, mas segue em faixa restrita com Fed no radar

O ouro registrou forte alta nesta terça-feira (21), impulsionado pela queda do dólar e pela busca por proteção, mas o metal precioso segue sendo negociado em uma faixa restrita, com os investidores de olho nas próximas decisões do Federal Reserve (Fed) sobre os juros.

Desempenho do ouro e contexto de mercado

O contrato futuro do ouro com entrega em agosto fechou em alta de 1,2%, a US$ 1.980 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange. O movimento ocorre em meio a um enfraquecimento do dólar, que caiu 0,4% ante uma cesta de moedas, e a um recuo nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.

Segundo analistas, a alta reflete a expectativa de que o Fed possa sinalizar uma pausa no ciclo de aperto monetário, após dados de inflação mais fracos. No entanto, o ouro ainda não conseguiu romper o teto da faixa de US$ 1.950 a US$ 2.000, que vem sendo observada nas últimas semanas.

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Fed no centro das atenções

O mercado aguarda a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) na próxima semana, quando o Fed deve anunciar sua decisão sobre a taxa de juros. A ferramenta FedWatch do CME Group mostra que 85% dos investidores esperam uma alta de 0,25 ponto percentual, para a faixa de 5,25% a 5,50%.

"O ouro está em um impasse, à espera de uma direção clara do Fed. Se o banco central americano indicar que o ciclo de alta de juros está perto do fim, o metal pode testar novos patamares", disse Carlos Alberto Vaz, analista de commodities da XP Investimentos.

Impacto sobre investidores

Para investidores, a faixa restrita de negociação do ouro representa um desafio, já que o metal não consegue sustentar ganhos significativos. Apesar da alta desta terça, o ouro acumula queda de 1,5% no mês de julho.

"O ouro continua sendo um ativo de proteção, mas a perspectiva de juros altos por mais tempo limita seu potencial de alta. O cenário só deve mudar com uma sinalização mais clara do Fed", afirmou Maria Silva, economista-chefe da Rico Corretora.

Perspectivas para o curto prazo

Analistas apontam que o ouro pode continuar oscilando na faixa atual até a reunião do Fed. Se o banco central surpreender com uma pausa, o metal pode buscar a resistência de US$ 2.000. Caso contrário, pode testar o suporte de US$ 1.950.

"O mercado está cauteloso, e isso se reflete na falta de volatilidade do ouro. A tendência é de lateralização até o evento de risco da próxima semana", concluiu Vaz.

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