Ministro da Fazenda defende novos cortes na Selic e critica BC por 'soluços'
Ministro da Fazenda defende novos cortes na Selic e critica BC

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira que o Banco Central não deveria atuar sobre 'soluços' momentâneos da economia, como a guerra no Oriente Médio, e que há espaço para novos cortes na taxa básica de juros, a Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic para 14,25% ao ano, mas deixou os próximos passos em aberto, gerando expectativas no mercado.

Declarações do ministro

Em entrevista após reunião no Supremo Tribunal Federal (STF), Durigan destacou que a política monetária deve ser guiada por tendências de médio e longo prazo, e não por eventos pontuais. 'O BC não deve reagir a soluços. A guerra no Oriente Médio é um exemplo de choque temporário que não justifica uma postura mais dura', disse o ministro.

Ele também reforçou o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal, mencionando bloqueios orçamentários como ferramenta para controlar a inflação. 'Estamos fazendo nossa parte com a disciplina fiscal. Isso abre espaço para que o BC continue cortando juros, estimulando a economia sem perder o controle da inflação', afirmou.

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Reação do mercado

A declaração de Durigan ocorre em um momento de tensão nos mercados globais, com o conflito no Oriente Médio elevando os preços do petróleo e gerando incertezas. Apesar disso, o ministro acredita que a economia brasileira está resiliente e que os cortes na Selic são necessários para retomar o crescimento.

O Copom, por sua vez, sinalizou cautela, mantendo a porta aberta para ajustes futuros. A decisão de reduzir a Selic para 14,25% foi unânime, mas o comunicado oficial destacou que 'os próximos passos dependerão da evolução do cenário inflacionário e das condições econômicas'.

Contexto econômico

A Selic, que já esteve em 13,75%, vem sendo reduzida gradualmente desde o início do ano. A expectativa de analistas é que o ciclo de cortes continue, mas em ritmo mais lento, dado o ambiente externo adverso. Durigan, no entanto, defende que o Brasil tem condições de acelerar o afrouxamento monetário.

'A inflação está sob controle, e a atividade econômica precisa de estímulos. O BC tem instrumentos para agir sem comprometer a meta de inflação', concluiu o ministro.

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