Ibovespa opera volátil com tensão geopolítica
O Ibovespa iniciou a segunda-feira (20) em queda, pressionado pela escalada das tensões no Oriente Médio. Os ataques dos EUA contra o Irã pelo nono dia consecutivo e a explosão de dois petroleiros no Estreito de Ormuz, segundo o Irã, elevaram o risco geopolítico. O petróleo, que havia subido, zerou os ganhos após o ministro do Irã sinalizar negociações com os americanos.
Petróleo e commodities no radar
Os preços do petróleo Brent e WTI recuaram após a fala do ministro iraniano. A possibilidade de diálogo reduziu o prêmio de risco. No Brasil, a Petrobras (PETR4) acompanhava o movimento, com ações oscilando entre leve alta e queda. O minério de ferro na China também caía, pressionando Vale (VALE3).
Dólar e juros futuros
O dólar comercial operava perto da estabilidade, cotado a R$ 5,45, com investidores monitorando o noticiário externo e o fluxo de capital. Os juros futuros (DIs) subiam, com o DI para janeiro de 2027 em torno de 13,20%, refletindo a cautela global e a expectativa pela ata do Copom.
Destaques corporativos
O BRB encerrou negociações com a Quadra sobre a venda de ativos do Master. A Helbor (HBOR3) registrou queda de 27,5% no lucro do segundo trimestre. A Raízen recebeu prazo da B3 até março de 2027 para reenquadrar suas ações acima de R$ 1. O Grupo SBF definiu data de pagamento de proventos.
Cenário internacional
O Dow Jones Futuro subia, tentando se recuperar da semana negativa. Na Europa, as bolsas operavam mistas. O Reino Unido viu o primeiro-ministro Starmer dizer que seu trabalho 'está feito' e se preparar para renunciar. A escalada com o Irã levou os EUA a enviar mais aviões-tanque para Israel.
Indicadores econômicos
O mercado aguarda a divulgação do Relatório Focus, que deve trazer novas projeções para inflação, juros e PIB. A balança comercial brasileira também será publicada. No exterior, destaque para dados de atividade nos EUA e zona do euro.



