Mercados digerem decisões do Copom e Fed; Trump assina acordo com Irã
Mercados digerem Copom e Fed; Trump assina acordo com Irã

Em ressaca da Super Quarta, a sessão desta quinta-feira (18) traz poucos indicadores. Nos Estados Unidos, hoje será divulgado o novo número de pedidos de auxílio-desemprego e dados de exportação de grãos. A agenda doméstica está esvaziada.

Ainda hoje, os mercados devem passar o dia digerindo as decisões tomadas ontem, pelo Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos. Enquanto o Fed optou por manter a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75%, em linha com o esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto percentual (p.p.) para 14,25% ao ano.

Foi a terceira queda seguida da taxa e a decisão foi unânime. O Fed deixou juros parados, mas avisou que a inflação vai demorar mais para cair e que novas altas ainda estão na mesa.

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Ainda no campo da política monetária, a expectativa do mercado é de que o Banco da Inglaterra mantenha a taxa básica de juros em 3,75% na reunião desta quinta. Na Suíça, a projeção também é de estabilidade, com o Banco Nacional Suíço devendo preservar os juros em 0%.

No campo geopolítico, o presidente Donald Trump assinou um acordo interino para encerrar a guerra com o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz, acelerando o cronograma para que o entendimento entre em vigor, apesar da reação de republicanos, que disseram que a medida equivale a uma vitória para Teerã. O chamado memorando de entendimento já está em vigor, disse uma autoridade dos EUA. Ainda não estava claro se o Estreito de Ormuz já havia sido reaberto.

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, perdendo fôlego após projeções de autoridades do banco central norte-americano apontarem uma alta na taxa de juros da maior economia do mundo ainda neste ano. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,7%, a 168.453,93 pontos, renovando mínima de fechamento desde janeiro.

O que vai mexer com o mercado nesta quinta

Agenda

Estados Unidos

  • 09:30 — Auxílio-desemprego (Período: Semanal; Previsão: 225 mil)
  • 09:30 — Exportação de grãos (USDA) (Período: Semanal)

Reino Unido

  • 08:00 — Política monetária (Previsão: 3,75%)

Internacional

Acordo assinado

Trump assinou um acordo interino para encerrar a guerra com o Irã e reabrir o Estreito de Ormuz, acelerando o cronograma para que o entendimento entre em vigor, apesar da reação de republicanos, que disseram que a medida equivale a uma vitória para Teerã. Autoridades dos Estados Unidos e do Irã assinaram eletronicamente um acordo interino de paz na noite desta quarta-feira (17), segundo uma autoridade americana e a mídia estatal iraniana.

Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que pode restabelecer as sanções contra a Rússia. “Eu queria garantir que o preço do petróleo permanecesse o mais baixo possível… Talvez eu as restabeleça”, disse Trump. O Tesouro dos EUA não chegou a publicar uma prorrogação da isenção das sanções sobre o petróleo russo transportado por via marítima, cuja validade expirou à meia-noite da terça-feira.

Trump x Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse a jornalistas nesta quarta-feira, durante encontro do G7 na França, que o Brasil se tornou um país um pouco agressivo e “politicamente perigoso”.

Brasil

Lula rebate Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ter suas preferências eleitorais e ideológicas, mas deve respeitar a soberania das nações e não deve se meter nas eleições do Brasil. “Eu acho que ele tem direito de ter as preferências eleitorais dele, as preferências ideológicas dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania”, disse Lula.

+ sobre Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o presidente Donald Trump durante uma conversa com o líder da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, na cúpula do G7, em Évian-les-Bains. O áudio do diálogo, que ocorreu após o encontro desta quarta, 17, foi captado pela agência de notícias AP. “O Brasil não tem divergência com nenhum país. Eu não gosto de brigas.”

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(Com Agência Brasil, Reuters, O Globo e Estadão Conteúdo)