Mercado fica mais pessimista com Brasil; Bolsa vê 'escuridão antes do amanhecer'
Mercado pessimista com Brasil; Bolsa vê 'escuridão antes do amanhecer'

O mercado financeiro brasileiro enfrenta uma onda de pessimismo, impulsionada por incertezas eleitorais e fiscais. Apesar disso, alguns analistas enxergam oportunidades. O BBI, por exemplo, descreve o momento da Bolsa como 'escuridão antes do amanhecer', enquanto as compras de Tesouro IPCA+ seguem em ritmo recorde, com alta de mais de 70%.

Eleicão e fiscal pesam no humor do mercado

As preocupações com o cenário político e fiscal têm dominado as análises. A Norte Asset, em relatório, avalia que há exagero nas discussões sobre a eleição de 2026, mas reconhece que o ambiente é de cautela. 'Nem definida nem desastrosa', afirmou a gestora, sugerindo que o mercado pode estar precificando riscos excessivos.

Enquanto isso, o Bank of America (BofA) questiona o fim do ciclo de cortes da Selic, especialmente com a queda recente do petróleo, que pode aliviar pressões inflacionárias. 'A projeção de fim do ciclo de cortes é questionada com a queda do petróleo', destacou o banco.

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Oportunidades setoriais e riscos tributários

Apesar do pessimismo geral, alguns setores atraem atenção. A XP aponta que o setor de saúde está barato e oferece oportunidades para o segundo trimestre. 'Investidores veem oportunidades no setor no 2º tri', afirma a corretora. Por outro lado, o caso do Grupo Mateus reacendeu os riscos tributários para varejistas e farmacêuticas, gerando cautela.

No mercado imobiliário, os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) têm se destacado. O FII HGRU11 comprou seis imóveis por R$ 150 milhões, ampliando sua exposição ao varejo. Já o CPSH11 adquiriu uma fatia do Shopping Curitiba por R$ 45,2 milhões, fortalecendo sua presença na região Sul.

Indicadores econômicos e internacionais

Os preços mundiais dos alimentos recuaram pelo segundo mês consecutivo em junho, segundo a FAO, aliviando pressões inflacionárias globais. No Japão, o governo manteve o alerta cambial e sinalizou prontidão para conter a fraqueza do iene. Enquanto isso, a empresa Pluxee superou as previsões de receita, mas alertou sobre regras no Brasil, o que pressionou suas ações.

No cenário corporativo, a Equatorial Energia passa por revisão da Aneel, e a Copasa fortalece suas teses, mas o BBI mantém as projeções inalteradas. A Caixa Econômica Federal vê crédito habitacional recorde e aposta na força do programa Minha Casa Minha Vida.

Política e imagem dos políticos

No campo político, um ranking da Atlas revelou os políticos com pior imagem no Brasil. A pesquisa mostra a insatisfação popular com figuras públicas, em meio a disputas internas em partidos como o PL. Petistas ironizaram a briga no PL, promovendo Michelle Bolsonaro a 'funcionária do mês'. Valdemar Costa Neto criticou Flávio Bolsonaro e Michelle por episódios envolvendo Daniel Vorcaro.

O presidente Lula concentrou uma ofensiva de entregas no último dia antes das restrições eleitorais. Jaques Wagner, por outro lado, não contaminou Lula com os mesmos problemas que Vorcaro atingiu Flávio, segundo analistas.

Perspectivas para investidores

Para quem busca renda, as ações que mais pagaram dividendos no primeiro semestre foram mapeadas, e oito papéis são recomendados para investir agora. O dólar, cotado a R$ 5,20, preocupa viajantes, mas especialistas dão dicas para garantir que a variação cambial não estrague as férias.

No mercado de trabalho, a Dataprev oferece 1,8 mil vagas com salários de até R$ 10,6 mil. Dados do Imposto de Renda revelam as profissões com maiores patrimônios, como titulares de cartório e juízes.

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