IPCA de outubro tem menor alta para o mês em 27 anos
IPCA de outubro tem menor alta para o mês em 27 anos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, ficou em 0,09% em outubro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo IBGE. O resultado representa uma desaceleração de 0,39 ponto percentual em relação a setembro, quando os preços subiram 0,48% com o aumento na conta de luz.

O recuo em outubro também ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa um aumento entre 0,10% e 0,16% nos preços. Com esses dados, a inflação oficial do país acumula alta de 3,73% em 2025 e 4,68% nos últimos 12 meses. Em outubro do ano passado, 2024, o IPCA havia avançado 0,56%.

Em outubro, o grupo Vestuário liderou a alta dos preços, subindo 0,51% e contribuindo com 0,02 ponto percentual no índice geral. No mês passado, esse grupo teve uma alta ainda maior, 0,63%. Por outro lado, a energia elétrica foi a principal influência negativa no índice do mês (-0,10 p.p.), com destaque para a energia elétrica residencial, que registrou queda de 2,39%.

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Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, a queda na conta de luz ocorreu porque a bandeira tarifária mudou: saiu da vermelha patamar 2, que cobrava R$ 7,87 a mais a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, para a vermelha patamar 1, com cobrança extra menor, de R$ 4,46. Outros itens que também ajudaram a segurar a inflação foram a queda no preço de aparelhos telefônicos (-2,54%) e no seguro de carros (-2,13%).

No IPCA de outubro, o grupo Alimentação e bebidas, que tem o maior peso na inflação, ficou praticamente estável, com alta de apenas 0,01%, interrompendo uma sequência de quedas. De acordo com o IBGE, esse foi o menor resultado do grupo para o mês desde 2017. Dentro desse grupo, a alimentação em casa caiu 0,16%, com destaque para a queda do arroz (-2,49%) e do leite longa vida (-1,88%). Já a batata-inglesa (8,56%) e óleo de soja (4,64%) ficaram mais caros.

O grupo Vestuário teve a maior alta do mês (0,51%), puxada por calçados e acessórios (0,89%) e roupa feminina (0,56%). Em Despesas pessoais (0,45%), o destaque foi o aumento do empregado doméstico (0,52%) e do pacote turístico (1,97%). Saúde e cuidados pessoais (0,41%) foi o grupo que mais influenciou a inflação de outubro, com destaque para produtos de higiene (0,57%) e planos de saúde (0,50%). Nos Transportes (0,11%), o aumento veio principalmente das passagens aéreas (4,48%) e dos combustíveis (0,32%).

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