Investir exclusivamente no Brasil pode ser uma estratégia que reduz o retorno esperado e eleva o risco da carteira, segundo análise de especialistas do mercado financeiro. A recomendação é que os investidores busquem diversificação global para mitigar a exposição a riscos domésticos e capturar oportunidades em outros mercados.
Concentração em ativos brasileiros aumenta volatilidade
De acordo com gestores e analistas ouvidos pelo InfoMoney, a alocação 100% em renda variável brasileira, por exemplo, expõe o investidor a riscos como instabilidade política, fiscal e cambial. A diversificação internacional, por outro lado, permite diluir esses riscos e potencializar ganhos com exposição a economias mais estáveis ou setores com maior crescimento.
Dados mostram desempenho inferior em cenários de estresse
Estudos de alocação de ativos indicam que uma carteira composta apenas por ações brasileiras apresentou maior volatilidade e retornos ajustados ao risco inferiores em comparação com portfólios que incluíram ativos internacionais. Especialistas citam que, em momentos de crise doméstica, a diversificação global funcionou como amortecedor.
Estratégia de 'all in' no Brasil é questionada
Ivo Chermont, da Quantitas, avaliou que o governo Lula está indo para o 'all in' no fiscal, o que aumenta a incerteza para investidores locais. Já Luiz Parreiras, da Verde Asset, alertou que o Brasil terá uma 'ressaca' em 2027 após a 'orgia fiscal' atual. Essas visões reforçam a necessidade de cautela e diversificação.
Recomendação de alocação global
Para os especialistas, o investidor brasileiro deve considerar alocar entre 20% e 50% do patrimônio em ativos no exterior, dependendo do perfil de risco. Isso inclui ações, títulos e fundos internacionais, que podem ser acessados via ETFs, BDRs ou contas em corretoras no exterior.



