O Ibovespa opera em alta nesta sessão, tentando retomar o patamar dos 170 mil pontos após cinco quedas consecutivas. O índice busca recuperação em meio a ajustes técnicos e à espera de novos catalisadores. Enquanto isso, o dólar sobe frente ao real, refletindo o movimento global de fortalecimento da moeda americana. No exterior, o Nasdaq Composite mira novas máximas históricas, impulsionado por ações de tecnologia.
Cenário doméstico: Ibovespa e dólar
Após uma sequência negativa, o Ibovespa tenta se estabilizar. A bolsa brasileira opera próxima dos 170 mil pontos, com investidores monitorando o noticiário corporativo e político. A Cosan concluiu pré-pagamentos de R$ 2,8 bilhões, reforçando sua estratégia de desalavancagem. A Multiplan definiu a data de pagamento de proventos no valor de R$ 120 milhões. Já a BB Seguridade avança, mas entra em território de sobrecompra, enquanto a Natura segue pressionada.
O dólar comercial sobe, acompanhando o índice DXY no exterior. A moeda americana se fortalece diante de dados econômicos dos EUA e da expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve. No Brasil, o mercado acompanha as projeções para a Selic e as taxas de renda fixa. O Tesouro IPCA+ de curto prazo renovou máxima acima de 8%, enquanto os prefixados rumam a 15%.
Mercados internacionais: Nasdaq e eleição na Colômbia
Nos Estados Unidos, o Nasdaq Composite busca novas máximas históricas, impulsionado por empresas de tecnologia. A SK Hynix ultrapassou a Samsung e se tornou a empresa mais valiosa da Coreia do Sul, refletindo o boom de inteligência artificial. Na Europa, a EasyJet rejeitou uma oferta de US$ 6,3 bilhões, enquanto o Catar enfrenta uma explosão em um complexo de GNL com dezenas de feridos.
Na América Latina, a eleição de De La Espriella como presidente da Colômbia agitou os mercados. As ações colombianas subiram, mas a vitória apertada levanta questões sobre a governabilidade. O novo presidente, conhecido como 'El Tigre', promete reformas econômicas.
Oportunidades de investimento
Com a volatilidade recente, analistas apontam oportunidades na Bolsa. O Bradesco BBI vê potencial de até 30% de upside em ações brasileiras, que podem 'vencer o Fed'. A Azzas teve novo salto com alternativas para a Farm, enquanto a operação pode destravar valor. O Goldman Sachs elevou a recomendação da Bradsaúde para compra, citando 'união de crescimento e proteção'.
Na renda fixa, as taxas de CDBs, LCIs e LCAs na XP acompanham as novas projeções para a Selic. O FII MXRF11 teve aprovada uma oferta bilionária de até R$ 1,25 bilhão. A Caixa Seguridade mantém a distribuição de 90% do lucro em dividendos, o que atrai investidores.



