O Ibovespa fechou em alta de 1,2% nesta quarta-feira, impulsionado pela forte valorização do petróleo no mercado internacional. As ações da PRIO, PetroRecôncavo e Petrobras lideraram os ganhos do índice, refletindo a escalada das tensões no Oriente Médio, que elevou os preços da commodity. O dólar, por outro lado, subiu ante o real, acompanhando o movimento de aversão ao risco global.
Petróleo dispara e impulsiona ações do setor
O barril do petróleo Brent avançou mais de 3% nesta sessão, ultrapassando os US$ 85, com investidores monitorando os desdobramentos do conflito entre Irã e Israel. A possibilidade de interrupção no fornecimento da região elevou o prêmio de risco. No Brasil, as petroleiras foram as maiores contribuições positivas para o Ibovespa: PRIO saltou 8,5%, PetroRecôncavo subiu 7,2% e Petrobras ganhou 4,3%.
Dólar sobe com aversão ao risco
O dólar comercial fechou em alta de 0,8%, cotado a R$ 5,12, pressionado pela fuga de capital para ativos seguros. O movimento reflete o receio de que o conflito no Oriente Médio possa se expandir, afetando o comércio global e os preços de energia. Segundo analistas, o real perdeu força frente ao dólar, mas o desempenho do Ibovespa foi sustentado pelo peso das ações de petróleo.
Mercado de trabalho nos EUA mostra força
Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de auxílio-desemprego caíram mais do que o esperado, sinalizando um mercado de trabalho aquecido. O dado reforçou a expectativa de que o Federal Reserve manterá os juros elevados por mais tempo, o que também contribuiu para a alta do dólar globalmente. Apesar disso, o Ibovespa conseguiu se descolar do exterior negativo, graças ao petróleo.
Para o estrategista-chefe de um grande banco brasileiro, "o cenário para o petróleo continua incerto, mas as empresas do setor devem se beneficiar enquanto os preços se mantiverem elevados. A recomendação é de cautela com o risco geopolítico". O Ibovespa acumula alta de 2,5% no mês, mas ainda recua 1,8% no ano.



