Ibovespa sobe 6,7% no 1º semestre, mas tem 4º mês de queda: o que aconteceu?
Ibovespa sobe 6,7% no 1º semestre, mas tem 4º mês de queda

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o primeiro semestre de 2025 com alta acumulada de 6,7%. No entanto, o desempenho positivo no período não esconde a tendência negativa recente: o índice registrou o quarto mês consecutivo de queda, levantando preocupações entre investidores sobre a sustentabilidade da recuperação.

Desempenho mensal contrasta com resultado semestral

Apesar do ganho semestral, o Ibovespa vem perdendo fôlego nos últimos meses. Em junho, o índice caiu 1,2%, acumulando perdas em abril, maio e junho. Esse movimento de baixa contrasta com o início do ano, quando o mercado reagiu positivamente a fatores como a queda dos juros e a melhora das expectativas fiscais.

Para analistas, a deterioração recente reflete uma combinação de fatores externos e internos. No cenário internacional, o aperto monetário nos Estados Unidos e as tensões geopolíticas no Oriente Médio aumentaram a aversão ao risco. Internamente, a desaceleração da economia e as incertezas em relação ao arcabouço fiscal pressionam os ativos brasileiros.

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Fatores que explicam a queda

Entre os principais motivos apontados para a queda do Ibovespa nos últimos meses estão: a alta da taxa de juros futura, que torna a renda fixa mais atrativa; a desvalorização do real, que impacta empresas com dívidas em dólar; e a piora nas projeções de crescimento econômico. O mercado também monitora de perto a tramitação de pautas fiscais no Congresso, como a reforma tributária e o novo arcabouço fiscal.

“O Ibovespa está sendo pressionado por um cenário de juros elevados e incerteza fiscal. Apesar da alta no semestre, a tendência de curto prazo é de cautela”, afirma um analista de mercado. A expectativa é que o índice encontre suporte em níveis técnicos e na temporada de balanços do segundo trimestre.

Perspectivas para o segundo semestre

Para o segundo semestre, as projeções são mistas. Alguns especialistas acreditam que o Ibovespa pode se recuperar caso haja avanço nas reformas e queda dos juros. Outros alertam que o cenário externo adverso e a inflação persistente podem continuar pesando. O comportamento do dólar e da taxa Selic será crucial para definir os rumos do mercado acionário brasileiro.

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