Ibovespa sobe 5ª maior alta e B3 ganha R$ 104 bi
Ibovespa sobe 5ª maior alta e B3 ganha R$ 104 bi

O Ibovespa registrou sua quinta maior alta do ano, adicionando R$ 104 bilhões ao valor de mercado da B3 e aproximando o mercado acionário brasileiro da marca de R$ 5 trilhões. O movimento foi impulsionado por fatores domésticos e externos, incluindo alívio nas tensões comerciais e expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos.

Impacto no mercado de renda fixa

As LCIs e LCAs (Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio) devem pagar menos a partir de 2026, com o fim da isenção fiscal no radar. A medida, se confirmada, reduzirá a atratividade desses papéis para investidores pessoa física. Segundo analistas, a mudança pode redirecionar fluxos para outros ativos de renda fixa, como CDBs e debêntures incentivadas.

Dólar sobe com tensões no Oriente Médio

O dólar fechou em alta nesta quinta-feira, pressionado pela escalada das tensões no Oriente Médio. A moeda americana subiu 0,8% ante o real, cotada a R$ 5,12. Investidores monitoram os desdobramentos de ataques entre Irã e Israel, que elevam a aversão ao risco globalmente.

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Empresas em destaque

A WEG viu suas ações saltarem 10% após anúncio de novos contratos no setor de energia eólica. A empresa reforçou sua tese de crescimento, com expectativa de expansão de receita em 15% neste ano. Já a Vale convocou Assembleia Geral Extraordinária para votar a destituição do vice-presidente do Conselho, em meio a divergências estratégicas. A Mitre (MTRE3) aprovou programa de recompra de até 6,3 milhões de ações, equivalente a 5% do total.

Leilão da BR-116 e impacto econômico

O leilão da BR-116, previsto para o segundo semestre, deve gerar R$ 7,2 bilhões em obras e ter efeito cascata na economia, segundo o FGV. A concessão da rodovia, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, atrairá investimentos em infraestrutura e logística.

Perspectivas para o mercado

O Bradesco BBI aponta que a maré começou a virar no mercado e o Brasil é a principal aposta. A corretora destaca a melhora do cenário macroeconômico, com inflação controlada e expectativa de corte da Selic. “O Brasil oferece uma combinação única de juros reais elevados e valuation atrativo”, afirmou em relatório.

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