Ibovespa sobe 2,3% com petróleo e soma R$ 104 bi em valor de mercado
Ibovespa sobe 2,3% com petróleo e soma R$ 104 bi

O Ibovespa registrou nesta quinta-feira sua quinta maior alta percentual em 2025, avançando 2,3% e adicionando R$ 104 bilhões ao valor de mercado da B3. Com o movimento, a bolsa brasileira se aproxima da marca de R$ 5 trilhões em capitalização, impulsionada pela disparada do petróleo e pela queda nos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

Petróleo lidera ganhos e setor de energia dispara

As ações de petróleo e gás foram as maiores contribuições para o índice. PRIO (PRIO3) saltou 8,2%, PetroRecôncavo (RECV3) subiu 7,5% e Petrobras (PETR4) avançou 4,1%, beneficiadas pelo aumento de mais de 3% nos contratos futuros do barril de petróleo Brent, que superou US$ 76. A alta foi impulsionada por tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela expectativa de corte de produção da Opep+.

Além das petroleiras, a Vale (VALE3) teve alta de 1,8%, apesar de tensões no conselho. O conselho da mineradora quer a destituição do diretor Gasparino, acusado de vazamento de informações, segundo fontes. A WEG (WEG3) também se destacou, com valorização de 10% após balanço do segundo trimestre, retomando tese de crescimento.

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Simpar sobe com venda de terminais portuários

A Simpar (SIMH3) disparou 12% após anunciar a venda de terminais portuários para a VLI, em operação avaliada em R$ 2,1 bilhões. O negócio inclui terminais em Santos e no Rio de Janeiro, e deve reduzir a alavancagem da companhia.

No setor de infraestrutura, o leilão da BR-116, que prevê R$ 7,2 bilhões em obras, deve gerar efeito cascata na economia, segundo o FGV. A concessão de 30 anos inclui duplicação e manutenção de 800 km de rodovia.

Dados de emprego nos EUA e tarifas comerciais

Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de auxílio-desemprego caíram para 215 mil, bem abaixo das expectativas de 230 mil, sinalizando resiliência do mercado de trabalho. O dado aliviou temores de recessão e impulsionou ativos de risco globais.

O representante comercial dos EUA anunciará novas tarifas ainda nesta quinta-feira, mas o mercado interpretou que as medidas serão menos severas que o esperado. O Bradesco BBI apontou que o Brasil é a principal aposta entre emergentes, com a maré começando a virar a favor do país.

Renda fixa e Fiagro em destaque

No mercado de renda fixa, LCIs e LCAs devem pagar menos em 2026, com o fim da isenção para pessoas físicas no radar. O governo estuda tributar esses títulos, o que reduziria a atratividade. Já o Fiagro VGIA11 desabou 25% após inadimplência de CRA, com a gestora classificando a reação como irracional.

O dólar comercial fechou em alta de 0,5%, a R$ 5,45, refletindo a cautela com o fiscal. O economista Ivo Chermont, da Quantitas, avaliou que o presidente Lula está indo para o all in no fiscal, com riscos de descontrole.

Perspectivas para o Ibovespa

Com a aproximação dos R$ 5 trilhões, analistas veem potencial de alta adicional, mas alertam para riscos fiscais e externos. A Expert XP, que ocorre esta semana, reforça o otimismo com o mercado brasileiro. O InfoMoney lançou na Expert XP a 3ª edição da Premiação Outliers, o Oscar das Assets.

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