O Ibovespa fechou em alta de 1,5% nesta quarta-feira, impulsionado pelos ganhos das ações da Vale e das petroleiras, que reagiram à disparada do petróleo no exterior. Com o movimento, a bolsa brasileira se aproximou novamente da marca de R$ 5 trilhões em valor de mercado, após adicionar R$ 104 bilhões ao seu valor total.
Petróleo impulsiona ações do setor
As ações da PRIO, PetroRecôncavo e Petrobras lideraram os ganhos do Ibovespa, com altas de 5%, 4,5% e 3%, respectivamente. O petróleo Brent subiu mais de 3% com a escalada das tensões no Oriente Médio, após o Irã reiterar sua doutrina de retaliação. Segundo analistas, o cenário geopolítico deve manter o petróleo em patamares elevados no curto prazo.
Vale sobe com expectativa de recompra
As ações da Vale subiram 2,3% após a empresa convocar assembleia geral extraordinária para votar a destituição de um vice-presidente do conselho. O mercado também reagiu positivamente ao anúncio de um programa de recompra de ações da Mitre (MTRE3), que aprovou a recompra de até 6,3 milhões de ações.
Dólar sobe com tensões externas
O dólar comercial fechou em alta de 0,8%, cotado a R$ 5,20, refletindo o aumento da aversão ao risco global. As tensões no Oriente Médio e a queda das bolsas americanas pressionaram a moeda. O mercado também monitora o discurso do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que reiterou o compromisso americano em ajudar a encerrar a guerra na Ucrânia.
Leilão da BR-116 pode gerar R$ 7,2 bi em obras
Na economia, o leilão da BR-116, que será realizado nesta quinta-feira, prevê R$ 7,2 bilhões em obras de concessão. Segundo o FGV, o projeto terá efeito cascata na economia, gerando empregos e investimentos. O certame é visto como um teste para o programa de concessões do governo federal.
Data centers de IA podem movimentar R$ 100 bi
Um estudo do Bradesco BBI aponta que os data centers voltados para inteligência artificial podem destravar até R$ 100 bilhões por ano no Brasil. As ações de empresas do setor de infraestrutura e tecnologia são as principais beneficiadas, segundo o relatório.
LCIs e LCAs perdem isenção em 2026
As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) passarão a pagar menos em 2026, com o fim da isenção fiscal no radar. A mudança deve impactar o mercado de renda fixa, que já se prepara para a nova tributação. Segundo especialistas, a alíquota pode chegar a 15% para investidores de curto prazo.



