O mercado brasileiro apresentou leve melhora na última semana, com o Ibovespa ampliando a recuperação iniciada nas semanas anteriores, embora ainda esteja inserido em uma tendência de baixa desde a máxima histórica de 199.354 pontos. O dólar futuro também estendeu a recuperação, completando a terceira semana consecutiva de alta, reforçando o movimento iniciado após o rompimento da linha de tendência de baixa. No exterior, o cenário segue dividido: o S&P 500 voltou a mostrar força e se aproxima novamente da máxima histórica, enquanto a Nasdaq continua enfrentando dificuldades para retomar o movimento de alta. O Bitcoin, por sua vez, tenta construir uma recuperação após renovar a mínima do ano, mas ainda negocia abaixo dos US$ 70 mil, mantendo cautela no curto prazo.
Análise técnica do Ibovespa
Pelo gráfico diário, o Ibovespa permanece em tendência de baixa desde a máxima histórica em 199.354 pontos, registrada em abril. Ainda assim, o índice continua reagindo e encerrou a última semana com alta de 0,45%, mantendo o movimento de recuperação iniciado após a sequência histórica de oito semanas consecutivas de queda. No acumulado de 2026, o índice sobe 8,03%, embora tenha devolvido boa parte da valorização registrada quando chegou a avançar mais de 23% no ano. Na última sessão, avançou 0,74%, encerrando aos 174.070 pontos. O retorno acima das médias móveis melhora a leitura do curto prazo e reforça a possibilidade de continuidade da recuperação. O IFR (14) em 54,02 permanece em região neutra, sem indicar excesso comprador ou vendedor.
Para ampliar o movimento de alta, é importante a superação das resistências em 174.665, 178.340 e 181.560 pontos. Caso isso aconteça, os próximos objetivos passam por 187.780 e 192.890 pontos, com alvo mais longo na máxima histórica em 199.354 pontos. No cenário oposto, a perda do suporte em 167.650 pontos recoloca o índice em trajetória de baixa, abrindo espaço para 164.780, 161.745 pontos e, posteriormente, 157.000 e 153.570 pontos.
Análise técnica do Dólar Futuro
No dólar futuro, observa-se uma recuperação gradual da estrutura técnica. O contrato avançou 0,51% na última semana, completando a terceira semana consecutiva de alta, e segue negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. O rompimento da linha de tendência de baixa (LTB), seguido pelo pullback observado recentemente, mantém o viés construtivo para o curto prazo. Na última sessão, porém, o ativo recuou 0,74%, encerrando aos 5.206 pontos. O principal obstáculo continua sendo a média móvel de 200 períodos, localizada em 5.259 pontos. O IFR (14) em 58,09 permanece em zona neutra.
Para dar continuidade à recuperação, será importante romper a média de 200 períodos em 5.259 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos passam por 5.383,5 e 5.446 pontos, com projeção mais longa em 5.614 pontos. Caso volte a perder força, a perda dos suportes em 5.174, 5.134,5 e 5.046 pontos poderá levar o contrato para 4.992, 4.910 e 4.842 pontos, com extensão até 4.798,5 e 4.752,5 pontos.
Análise técnica da Nasdaq
A Nasdaq voltou a fechar a semana no positivo, mas ainda apresenta uma estrutura técnica mais fragilizada após a correção iniciada na máxima histórica em 27.190 pontos. O índice continua negociando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo o cenário de cautela. Na última sessão, recuou 0,80%, encerrando aos 25.832 pontos. Em julho, acumula baixa de 1,45%, após fechar junho com recuo de 2,81%.
Para retomar o fluxo de alta, é importante superar as resistências em 25.965 e 26.685 pontos e, posteriormente, a máxima histórica em 27.190 pontos. Acima dessas regiões, os próximos objetivos passam por 27.545, 27.895 pontos e 28.330 e 29.000 pontos. Na ponta negativa, a perda dos 24.980 pontos pode acelerar a pressão vendedora, levando o índice para 24.200, 23.165 pontos e, posteriormente, 22.500 e 22.020 pontos.
Análise técnica do S&P 500
O S&P 500 voltou a mostrar força e permanece acima das médias móveis, reforçando o viés positivo de curto prazo. O índice iniciou julho com alta de 0,31%, após encerrar junho com queda de 1,24%, sendo negociado atualmente aos 7.502 pontos. A resistência em 7.555 pontos representa o principal gatilho para uma retomada da tendência de alta. Caso seja rompida, o mercado poderá voltar a testar a máxima histórica em 7.618 pontos e buscar objetivos em 7.675, 7.740 pontos e, posteriormente, 7.810 e 7.935 pontos. No cenário negativo, a perda dos suportes em 7.420, 7.289 e 7.222 pontos poderá reacender a pressão vendedora, levando o índice para 7.045, 6.890 pontos e, em um cenário mais amplo, para 6.727 pontos.
Análise do Bitcoin
O Bitcoin continua negociando dentro de uma estrutura de baixa, embora tenha mostrado melhora após renovar a mínima do ano em US$ 57.800. O ativo voltou a negociar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que melhora a leitura de curto prazo, mas ainda permanece abaixo da importante barreira dos US$ 70.000. Para que a recuperação ganhe consistência, será necessário superar as resistências em US$ 64.510, US$ 67.292 e US$ 70.465. Acima dessas regiões, os próximos objetivos passam por US$ 74.450, US$ 78.200, com alvo mais longo em US$ 82.850. Na ponta negativa, a perda da mínima recente em US$ 57.800 poderá acelerar o fluxo vendedor, levando o ativo para US$ 52.550, US$ 49.000 e, posteriormente, US$ 43.880 e US$ 38.555.
Segundo Rodrigo Paz, analista técnico CNPI-T, "o IFR (Índice de Força Relativa) é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção." O IFR (14) do Ibovespa está em 54,02, do dólar futuro em 58,09, ambos em zona neutra.



