O Ibovespa opera em queda nesta segunda-feira (13), pressionado pelo aumento das tensões comerciais entre Estados Unidos e União Europeia e pela escalada do conflito entre EUA e Irã. O dólar comercial sobe ante o real, refletindo a aversão ao risco global. O petróleo avança com temores de interrupção no fornecimento pelo Estreito de Ormuz.
Tarifaço e negociações de última hora
O governo brasileiro tenta barrar o tarifaço imposto pelos EUA em uma última semana de negociação. A medida, que eleva tarifas sobre produtos brasileiros, pode impactar exportações e setores como agronegócio e indústria. Segundo fontes do Ministério da Economia, as conversas estão em estágio avançado, mas ainda não há garantia de sucesso.
Conflito EUA-Irã e impacto no petróleo
Os EUA realizaram novos ataques contra o Irã para degradar a capacidade de Teerã de mirar navios no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo. O Dow Jones Futuro cai, enquanto o petróleo sobe com a escalada. Analistas do mercado financeiro alertam que uma interrupção prolongada no tráfego de Ormuz pode elevar os preços do barril para mais de US$ 100.
Mercados asiáticos e europeus em queda
Na Ásia, o Kospi, da Coreia do Sul, tombou 9% com a queda do setor de semicondutores, afetado pela guerra comercial e pelas tensões geopolíticas. A ação da SK Hynix despencou após sua estreia na Nasdaq, em meio a realizações de lucros. Na Europa, as bolsas operam no vermelho, com o índice Stoxx 600 caindo mais de 1%.
Focus e expectativas do mercado
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, mostra que o mercado elevou a projeção do IPCA para 2026 para 5,12%, ante 5,08% na semana anterior. A expectativa para a Selic permanece em 14,25% ao ano. O PIB deve crescer 2,1% neste ano, segundo a mediana das estimativas.
Recomendações de investimento
Diante do cenário de incerteza, analistas sugerem ajustes no portfólio para o segundo semestre. A XP mantém otimismo com o PIB e prevê dólar a R$ 5,00. Entre as recomendações, estão aplicações de renda fixa para travar juros altos e exposição a ativos reais, como commodities.
Segundo o economista-chefe de uma grande corretora, 'o momento exige cautela, mas há oportunidades em ativos descontados na bolsa'. O Santander aprovou proventos no valor de R$ 2 bilhões, com direito a recebimento para acionistas até determinada data.
Impacto no câmbio e nos juros
O dólar comercial opera em alta de 0,8%, cotado a R$ 5,15. O contrato de minidólar (WDOQ26) mostra suporte em R$ 5,10 e resistência em R$ 5,20, segundo análise técnica. Os juros futuros sobem, com o DI para janeiro de 2027 projetando 14,85% ao ano.



