Ibovespa cai 1,2% com tensões EUA-Irã; petróleo salta 9% e dólar a R$ 5,13
Ibovespa cai 1,2% com tensões EUA-Irã; petróleo dispara

O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira (13), pressionado pelo acirramento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. O principal índice da B3 recuou 1,2%, aos 175.739,08 pontos, após oscilar entre máxima de 178.153,90 e mínima de 175.567,05 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 19,7 bilhões.

Trump anuncia bloqueio marítimo e taxa sobre Estreito de Ormuz

O humor dos mercados piorou ao longo da sessão depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington retomará o bloqueio marítimo ao Irã e cobrará uma taxa equivalente a 20% sobre as cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz para custear a segurança da hidrovia. Mais cedo, Teerã havia rejeitado qualquer tentativa americana de controlar a passagem estratégica e ameaçado responder militarmente a ações que afetem a navegação na região.

O petróleo disparou com a escalada do conflito. O WTI para agosto fechou em alta de 9,42%, a US$ 78,14 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), após renovar o maior nível desde 17 de junho, a US$ 78,45. Já o Brent para setembro, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu 9,59%, a US$ 83,30 por barril.

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Petrobras e outras petroleiras sobem na B3

A maioria das petroleiras subiu na B3. A Petrobras (PETR3;PETR4) disparou 3,44% nos papéis ordinários (PETR3) e 2,55% nos preferenciais (PETR4). A Prio (PRIO3) avançou 3,16% e a Petrorecôncavo (RECV3) teve ganho de 0,78%. A exceção foi a Brava Energia (BRAV3), que caiu 0,74%.

Em Nova York, os índices S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caíram 0,79%, 0,26% e 1,55%, respectivamente. Empresas ligadas a semicondutores e inteligência artificial foram pressionadas, com Sandisk, Micron e Intel amargando perdas de 12,63%, 4,4% e 6,12%, respectivamente.

Dólar sobe com choque geopolítico; Focus mostra inflação em queda

No mercado doméstico de câmbio, o dólar fechou em alta de 0,47%, cotado a R$ 5,1323. “A dinâmica cambial ignorou o arrefecimento das projeções de inflação no Boletim Focus, sendo atropelada por um choque geopolítico no Estreito de Ormuz”, afirmou Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad.

No Focus de hoje, a mediana para o IPCA de 2026 caiu pela segunda semana seguida, de 5,30% para 5,16% – 0,66 ponto percentual acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,50%.

Maiores altas do Ibovespa: Braskem, CSN Mineração e Petrobras

As três ações que mais valorizaram no dia foram Braskem (BRKM5), CSN Mineração (CMIN3) e Petrobras (PETR3). A Braskem subiu 4,68%, a R$ 6,94, acumulando alta de 9,12% no mês e queda de 12,04% no ano. A CSN Mineração avançou 4,21%, a R$ 5,45, estendendo os ganhos da última sessão (quando saltou 8,28%) e registrando a oitava sessão consecutiva de alta. No mês, CMIN3 sobe 30,38%; no ano, valorização de 4,41%. A Petrobras (PETR3) subiu 3,44%, a R$ 45,71, em linha com a disparada do petróleo. No mês, PETR3 sobe 9,41%; no ano, acumula ganho de 43,61%.

Maiores quedas: Auren, MRV e Weg

As três ações que mais desvalorizaram foram Auren (AURE3), MRV (MRVE3) e Weg (WEGE3). A Auren tombou 5,45%, a R$ 12,32, apagando parte do ganho de 8,22% da sessão anterior. No mês, AURE3 sobe 6,21%; no ano, valorização de 3,79%. A MRV cedeu 5,39%, a R$ 4,74. “As construtoras, em geral, são pressionadas pela perspectiva de juros elevados por mais tempo”, disse Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank. No mês, MRVE3 cai 10,23%; no ano, desvalorização de 39,15%. A Weg tombou 4,56%, a R$ 44,39. Em relatório, o Citi afirmou esperar mais um período desafiador para a companhia no segundo trimestre de 2026, com crescimento de receita pressionado pela valorização do real e demanda doméstica mais fraca, além de margens abaixo da média recente por custos associados à expansão de capacidade em transformadores. A empresa divulga resultados em 22 de julho. No mês, WEGE3 cai 5,37%; no ano, desvalorização de 8,15%.

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